Os Toques Alternados (Single Strokes) devem ser dominados mesmo que você seja um iniciante ou um “Super Star” de Rock’n’roll. Eles vão te ajudar a desenvolver velocidade e destreza entre as duas mãos.

SINGLE STROKE ROLL

Os rudimentos de toques alternados são fáceis de entender, mas como todo exercício, exigem paciência, dedicação e um estudo constante (se possível diário).

O exemplo abaixo é apenas um gráfico de representação.

Vamos começar com o conceito de que o Single Stroke Roll é um rudimento de REBOTE.

Aqui vai um exemplo: se você jogar uma bola de tênis numa pele de caixa (ou de um tambor), ela vai rebater (voltar). Para sustentar um movimento constante da bola (para baixo e para cima), tudo o que temos a fazer é aplicar um novo golpe. A pele se encarrega do retorno (rebote). Se você pegar uma baqueta e “batê-la” na pele, ela também vai fazer o rebote (assumindo que você não usou nenhuma pressão ou tensão para impedir esse rebote). Quanto mais forte você bater na pele, mais alto será o rebote.

Para tocar um rudimento de rebote, você não deve produzir tensão alguma nos dedos, pulsos ou antebraços. Use pressão suficiente apenas para segurar a baqueta e tocá-la na pele.

No Single Stroke Roll, em andamentos mais lentos, use um movimento completo e relaxado do pulso. O antebraço somente se move em reação ao pulso – usar mais movimentos é perda de energia!

EXERCÍCIO

Pratique este exercício para reforçar o conceito de rebote. Nele você trabalhará com 8 notas para cada mão e poderá se concentrar nos movimentos.

Espero que tenham gostado;bons estudos !

fonte: http://www.batera.com.br/Estudos/single-stroke-roll-parte-1

fonte da foto: http://www.blogdobaterista.com.br/wp-content/uploads/2017/03/7-exercicios-de-bateria-que-todo-baterista-deve-ter-na-ponta-da-baqueta.jp

Um bom treino pra aprimorar o controle das mãos e dos pés é com este exercício eu estava desenvolvendo uma forma pra eu treinar e aprimorar minhas técnicas. Este exercício deve ser executado bem de leve, não toque ele “marretando” a cada nota, toque bem fraco a fins de ter o total controle, fique atento a não acentuar nenhuma nota, por exemplo: (ele é executado no hi-hat e no condução)

D = Mão direita
E = Mão Esquerda

Neste exemplo na troca de mão esta sendo acentuada, isso não poderá ocorrer durante a execução do exercício, o som deverá soar por igual, tente manter a mesma força quando for à transação de mãos, esse é o ponto essencial pra uma boa execução do exercício.

É recomendado executar em 60 a 70 bpm, faça bem lento não tente fazer rápido de primeira, lembre-se vise a perfeição do exercício e não e velocidade. Esse exercício pode ser aplicado como um aquecimento também antes de alguma apresentação ou de algum outro estudo.

Bons estudos!

fonte: www.4drummer.blogspot.com.br

fonte da foto:http://www.sombatera.com/wp-content/uploads/Tocando-bateria-Pegando-agilidade-nas-maos.jp

 

Para o aperfeiçoamento das técnicas musicais requer muito estudo, e esses estudos são divididos em prático e teórico, nesta sequência as teorias musicais irão ajudar a aperfeiçoar o lado teórico.

A base da partitura é igual para todos os instrumentos e percussões, oque muda são só alguns detalhes, por exemplo: percussão não usa notas (Dó, ré…), são usados as simbologia especial dos instrumentos de percussão que já foi mostrado na parte um desses artigos.

Uma partitura é composta por linhas e espaços onde nelas as notas são posicionadas e a quantidade de notas em cada compasso é definida pelo tempo, abaixo podemos visualizar a disposições das notas e das pausas em um compasso 4 por 4. No primeiro compasso, vemos a nota Semibreve, no segundo, a breve, terceiro, semínima, quarto, colcheia, quinto, fusa e sexto, semifusa.

Observando a tabela ao lado vemos que em um compasso de X tempos temos a opção de dispor de qualquer sequência e notas desde que não falte ou estore o valor de tempo determinado pelo compasso.

Observação, as pausas também conta junto as notas para completar o compasso.Na partitura acima é possível ver também como é feita a contagem, já que no compasso 4 por 4 tem quatro tempos, observa-se que quanto menor o tempo da nota maior é a dificuldade de se contar o seu tempo, a partir do compasso das colcheias observa-se que adicionamos o “e” para facilitar a contagem.

fonte: www.4drummer.blogspot.com.br

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Maior dúvida de todo iniciante no estudo da bateria é como ler partitura prá percussão. Diferente da tablatura, a partitura consegue passar a música em real, além de possibilitar ao músico tocar sem mesmo conhecer a música, pois a sua estrutura é bem mais organizada do que as de tablatura. Pra conseguir ler um partitura deve saber o que cada linha e cada espaço é no kit. Nesta imagem abaixo mostra as posições de cada parte da bateria tem na partitura. Cada partitura pode sofrer pequenas alterações em posições do Hi-Hat aberto ou do Ride (Prato de condução), mas essas mudanças são mínimas e caso tenha sempre é informado.

Diferente os instrumentos de percussão, não é organizada por notas (do-ré-mi..) pois é um instrumentos de notas indefinidas, portanto, o baterista pode optar em afinar com o objetivo de tentar aproximar o tom de cada tambor o mais próximo da nota desejável, mesmo assim não soará como uma nota musical.
Coisas que podem ser adicionada na partitura é números de tom tons, caso seja um kit grande que tenha mais que dois tom tons poderá ser adicionado por exemplo:

Neste exemplo ao lado há a adição de tambores, isso pode ser feito quando na musica é utilizado uma bateria com mais que o kit básico de dois tons e um surdo ou tom grave. Pode ser adicionado qualquer coisa a mais na partitura, seja pratos de um mesmo tipo más de diferentes tamanhos ou caso esteja usando pedal duplo ou dois bumbos.

fonte: www.4drummer.blogspot.com.br

fonte da foto: https://bateraecia.com/upload/produtosResize/Lancamento%20Bateria%20Odery%20Fluence%20Fusion%20Blue%20Burst-1534.jp

É a divisão de um trecho musical em séries regulares de tempos. É o agente métrico do ritmo.

Os compassos são separados por uma linha vertical, chamada barra de compasso ou travessão.

A barra do compasso atravessa todo o pentagrama, da quinta à primeira linha.

Compasso é o espaço entre duas barras.

Não se grava a barra inicial no primeiro compasso do pentagrama.
Barra dupla ou travessão final indica:

¹. Final da música

².Final de um trecho ou de uma parte da música.

No final da música a segunda barra é mais grossa. Quando são usados dois pentagramas para o mesmo instrumento ou para um grupo de instrumentos ou vozes, os pentagramas são unidos por chave no início da pauta. As barras são comuns para os dois pentagramas e, antes da clave, é grafada maus uma barra.

A fórmula do compasso.

Colocada no começo de cada peça musical, indica geralmente por números em forma de fração, o tamanho do compasso e também sugere as possíveis interpretações. O numerador indica quantas figuras cabem no compasso e o denominador a sua espécie.

Compasso 2/4 se lê dois por quatro.

Compasso 4/4 se lê quatro por Quatro

A fórmula de compasso é escrita uma única vez no principio da música. Vigorará até a indicação de um compasso diferente.

A formula de compasso é escrita após a clave e a armadura.

Geralmente não se escreve a linha separadora da fração quando grafada no pentagrama,

Tomando por base a formula de compasso vemos que um compasso quatro por quatro é formado por quatro semínimas, ou seja, quatro semínimas preenchem todo o compasso. Em outro exemplo, usando outras figuras rítmicas, podemos preencher todo o compasso quatro por quatro com apenas duas Minimas ou uma Semibreve.

O mesmo acontece com suas pausas.

Exemplo de preenchimento em um compasso 6 por 8 (seis colcheias preenchem todo o espaço)

fonte da foto:http://www.casadasrosas.org.br/imagens/galeria/1454003417.jp

Instrumentos não temperados são instrumentos que não tem som fixo como violino, contrabaixo acústico, trombone, canto e etc. E podem produzir as notas da escala natural.

Tom é a soma de dois semitons. Abrevia-se T. Entre as notas mi-fá e si-do há um semitom. Entre as notas dó-re, ré-mi, fá-sol, sol-lá e lá-si há um tom.

Acidente ou alteração é o sinal que colocamos na frente da nota para gerar modificação na sua entonação.

Alterações acendentes 

Sustenido – eleva a altura da nota natural um semitom.

Sinal sustenido #

O acidente é grafado na pauta antes da nota (#dó) mas pronuncia-se após a nota (dó sustenido).

Dobrado Sustenido eleva a nota natural em dois semitons.

Sinal dobrado sustenido X

Alterações Decendentes

Bemol abaixa a nota natural um semitom.

Sinal do bemolb

Dobrado Bemol abaixa a nota natural dois semitons.

Sinal do dobrado bemol bb

Nota natural é a nota sem acidente, nota alterada é a nota com acidente.

Alteração variável 

Bequadro anula o efeito dos sinais acidentes, tornando a nota natural. Dependendo do acidente anterior, o bequadro pode elevar ou abaixar a nota.

Neste exemplo a nota com acidente formava um dó sustenido, o bequadro a fez baixar um semitom transformando a nota em dó natural.(Foi baixado um semitom).

No segundo exemplo a nota com acidente formava um dó bemol, o bequadro a fez subir um semitom, transformando a nota em dó natural. (Foi acrescido de um semitom).

Obs. Em um caso onde se encontra um acidente duplo, bemol ou sustenido é necessário somente um bequadro para voltar a nota ao seu estado natural.

O semitom pode ser –

¹. Natural

². Diatônico

³. Cromático ou artificial

O semitom natural é formado por notas naturais. Só existem dois semitons naturais: mi-fá, si-dó

O semitom diatônico é formado por notas de nomes diferentes.

Ex: Dó#-Ré ou Lá#-Si

O semitom cromático é formado por notas de nomes iguais.

Ex: Do-Do# ou Fá-Fá#

Os acidentes grafados antes das notas de um compasso não são válidas no próximo compassou, ou seja, as notas se tornam naturais.

Se dentro do mesmo compasso houver uma nota alterada e depois dela notas iguais em oitavas diferentes, torna-se necessário colocar as alterações também nas notas oitavadas, pois o acidente só afeta a nota na determinada altura.

fonte da foto: http://res.cloudinary.com/dk-find-out/image/upload/q_70,c_fit,w_1200,h_630/orchestra_rbkuir.jp

 

Na música, existem sons longos e sons breves. Há também momentos quando se interrompe a emissão do som: os silêncios. A duração do som depende da duração da vibração do corpo elástico. A duração de sons define o ritmo.

O ritmo é a organização do tempo. O ritmo não é portanto, um som, mas somente uma organização do tempo. Antigamente eram as palavras que indicavam, mais ou menos, o tempo de duração de cada nota. No princípio do século XIII surgiram as figuras mensurais para determinar a duração dos sons. As mais antigas eram a Máxima, a Longa, a Breve, a Semibreve, a Mínima e a Semínima. Eram originalmente pretas, posteriormente brancas. No início do século XVI desapareceram as neumas e no século XVII a notação redonda substituiu a notação quadrada.

Na notação musical atual, cada nota escrita na pauta informa a altura, (posição da nota na linha ou no espaço da pauta (Vertical)) e também a duração (formato e configuração da nota). A duração relativa dos sons é definida pelos valores (Os valores definem as proporções entre as notas) A duração absoluta é dada pela indicação do andamento. O andamento é indicado pelo número de Bpms (Batidas por minuto), este valor geralmente é indicado no início da partitura e será exemplificado e amplamente utilizado em nosso material.

Valor é o sinal que indica a duração relativa do som e do silêncio. Os valores positivos ou figuras indicam a duração dos sons e os valores negativos ou pausas indicam a duração dos silêncios.

Figuras e pausas são um conjunto de sinais convencionais representativos das durações. São sete os valores que representam as figuras e as pausas no atual sistema musical. Para cada figura existe uma pausa correspondente.

Semebreve       Mínima              Semínima          Colcheia        semícolcheia    fusa

Figura em cima e pausas em baixo

A figura é formada de até três partes:

1 – cabeça

2 – haste

3 – colchete ou bandeirola

A haste é um traço vertical colocado à direita da figura quando para cima e à esquerda quando para baixo.

O valores da figura e da sua pausa correspondente é o mesmo.

É muito importante uma grafia clara na hora de escrever sua música, os valores não podem ser confundido.

As notas colocadas na parte inferior da pauta (até a terceira linha) tem a haste para cima. As notas colocadas na parte superior da pauta (a partir da terceira linha) têm a haste para baixo. Na terceira linha fica por sua conta a escolha da posição da haste.

A haste das notas colocadas nas linhas e nos espaços suplementares é mais longa.

A haste das figuras com três ou mais colchetes é também mais longa para facilitar a sua visualização.

Os colchetes são sempre colocados no lado direito das hastes.

Quando existe a sucessão de várias figuras com colchetes, estes podem ser unidos com uma barra de ligação.

Ex de colcheias ligadas

A haste deve atravessar todas as barras de ligação

Na música vocal, quando cada nota corresponde a uma sílaba do texto é costume não ligar os colchetes com a barra

A direção da barra de ligação é horizontal quando as notas têm a mesma altura e é inclinada seguindo a direção geral das notas, quando estas têm alturas diferentes.

Divisão Binária de valores.

A duração real (medida em segundos) de uma nota depende da fórmula de compasso e do andamento utilizado. Isso significa que a mesma nota pode ser executada com duração diferente em peças diferentes ou mesmo dentro da mesma música, caso haja uma mudança de andamento.

Exemplos:

Quatro semínimas equivalem a uma semibreve.

Uma semínima equivale a oito fusas. O silêncio, isto é, o tempo em que a voz não produz som nenhum, sendo chamados valores negativos. As pausas se subdividem também como as notas em termos de duração. Cada pausa dura o mesmo tempo relativo que sua nota correspondente, ou seja, a pausa mais longa corresponde exatamente à duração de uma semibreve. A correspondência é feita na seguinte ordem.

fonte da foto: http://3.bp.blogspot.com/-Bj1YrlE1Hv4/VdgdHG9uHNI/AAAAAAAAIEo/uX36U2sTuqM/s1600/Instrumentos%2BMusicais%2B2.jp

 

O uso do pentagrama permite a grafia relativa, isto é, indica que um som é mais agudo que outro. Para definir o nome de cada nota pauta é necessário dar nome a pelo menos uma delas.

A clave é um sinal colocado no início da pauta que dá seu nome à nota escrita em sua linha. Nos espaços e nas linhas subsequentes, ascendentes ou descendentes, as notas são nomeadas sucessivamente de acordo com a ordem: DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ.

Atualmente são usadas tres claves, são elas de Fá, Sol e Dó. O desenho de cada clave se repete no início de cada nova pauta.

A clave de Sol – marca o lugar da nota sol na segunda linha.

sol na segunda linha

sol na segunda linha

tendo-se a posição da nota sol,pode-se deduzir o nome das outras notas.

           Dó Ré  Mi  Fá  Sol  Lá  Si Dó   Ré  Mi  Fá  Sol

A clave de sol é mais utilizada para instrumentos agudos como violino, flauta, oboés, canto, violão, guitarra, partes mais agudas do piano etc.

A clave de Fá – marca o lugar da nota Fá na quarta linha

 Fá na quarta linha

Obs: Os dois pontos após a clave de Fá são os resquícios da letra F.

Tendo a posição da nota fá, pode-se deduzir os nomes das outras notas.

Sol  Lá  Si  Dó  Ré  Mi  fá Sol    Lá Si  Dó  Ré

A clave de Fá é naturalmente usada para instrumentos mais graves como contrabaixo, violoncelo, fagote, trombone e partes graves do piano.

sendo a comparação entre as claves.

fonte de foto:http://static.wixstatic.com/media/96cd5e_6b9bd7ef92c74f22ba9b60705e121e47.pn

 

Aula 1.

  • Os sistemas de notação musical existem há milhares de anos. Foram encontradas evidências arqueológicas de escrita musical praticada no Egito e Mesopotâmia por volta do terceiro milênio a.C.. Outros povos também desenvolveram sistemas de notação musical em épocas mais recentes. Os gregos utilizavam um sistema que consistia de símbolos e letras que representavam as notas, sobre o texto de uma canção. Um dos exemplos mais antigos deste tipo é o epitáfio de Seikilos, encontrado em uma tumba na Turquia. Os Gregos tinham pelo menos quatro sistemas derivados das letras do alfabeto;O conhecimento deste tipo de notação foi perdido juntamente com grande parte da cultura grega após a invasão romana.

O sistema moderno teve suas origens nas neumas(do latim: sinal ou curvado), símbolos que representavam as notas musicais em peças vocais do canto gregoriano, por volta do século VIII. Inicialmente, as neumas, pontos e traços que representavam intervalos e regras de expressão, eram posicionadas sobre as sílabas do texto e serviam como um lembrete da forma de execução para os que já conheciam a música. No entanto este sistema não permitia que pessoas que nunca a tivessem ouvido pudessem cantá-la, pois não era possível representar com precisão as alturas e durações das notas.

Para resolver este problema as notas passaram a ser representadas com distâncias variáveis em relação a uma linha horizontal. Isto permitia representar as alturas. Este sistema evoluiu até uma pauta de quatro linhas, com a utilização de claves que permitiam alterar a extensão das alturas representadas. Inicialmente o sistema não continha símbolos de durações das notas pois elas eram facilmente inferidas pelo texto a ser cantado. Por volta do século X, quatro figuras diferentes foram introduzidas para representar durações relativas entre as notas.

Grande parte do que desenvolvimento da notação musical deriva do trabalho do monge beneditino Guido d’Arezzo (aprox. 992 – aprox. 1050). Entre suas contribuições estão o desenvolvimento da notação absoluta das alturas (onde cada nota ocupa uma posição na pauta de acordo com a nota desejada). Além disso foi o idealizador do solfejo, sistema de ensino musical que permite ao estudante cantar os nomes das notas. Com essa finalidade criou os nomes pelos quais as notas são conhecidas atualmente (Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si) em substituição ao sistema de letras de A a G que eram usadas anteriormente. Os nomes foram retirados das sílabas iniciais de um Hino a São João Batista, chamado Ut queant Laxis. Como Guido d’Arezzo utilizou a italiano em seu tratado, seus termos se popularizaram e é essa a principal razão para que a notação moderna utilize termos em italiano.

Nesta época o sistema tonal já estava desenvolvido e o sistema de notação com pautas de cinco linhas tornou-se o padrão para toda a música ocidental, mantendo-se assim até os dias de hoje. O sistema padrão pode ser utilizado para representar música vocal ou instrumental, desde que seja utilizada a escala cromática de 12 semitons ou qualquer de seus subconjuntos, como as escalas diatônicas e pentatônicas. Com a utilização de alguns acidentes adicionais, notas em afinações microtonais também podem ser utilizadas.

fonte da foto: https://hendersonpessoal.files.wordpress.com/2015/03/music_notes_swoosh_pc_1600_clr.pn

 Música é a arte de combinar os sons simultâneos e sucessivamente, com ordem,equilibrio e proporção dentro de um tempo.

A música é constituída de várias partes, algumas matemáticas estudáveis, outras que vem do coração e da alma trazendo a tona o sentimento que nos faz ser apaixonados por esta arte milenar. A seguir falaremos sobre as principais características da música.

Melodia- conjunto de sons executados em ordem sucessiva, ou seja, em tempo diferente.

A melodia é a característica mais familiar aos ouvidos; é ela quem nos faz reconhecer  a música; é quem cantarolamos ou que gostamos de terminar a música.

Harmonia- conjunto de sons executados simultaneamente.

A harmonia é responsável pela base da melodia, se caracteriza por ser executada sempre em acordes, duas ou mais notas simultaneamente.

Ritmo- ordem em que acontece os sons que formam a Melodia e a Harmonia.

O ritmo talvez seja a parte mais complexa de ser entendida, dos fatores que formam a música. É responsável pela disposição de sons silenciosos dentro de um espaço de tempo.

Não confundir com nomes dos ritmos que são designados por por um célula rítmica ex: funk, rock in roll e jazz.

Já o som é a sensação produzida no ouvido por vibrações meio de corpos elásticos. Uma vibração põe em movimento o ar (pressão atmosférica) que atingem a membrana do tímpano que por sua vez, transforma a percepção em impulsos nervosos que são interpretados pelo cérebro e transformados na maravilhosa sensação de se ouvir (As vezes não tão maravilhosa)… enfim.

Vibrações Regulares- produzem sons de altura definida; são aqueles que chamamos de sons musicais ou notas musicais.

Vibrações Irregulares- produzem sons de altura indefinida; conhecidos por nós como barulho ex: chieiras, motor de automóvel e etc….

Altura- determinada pela frequência das vibrações do corpo elástico. Quanto maior a vibração, mais agudo será o som.

Duração- tempo de emissão da vibração.

Intensidade- amplitude das vibrações. É determinada pela força ou potência do corpo que produz as vibrações.

Timbre- combinações de sons simultâneos produzidos por determinado corpo elástico. Chamadas também de corpo do som. É o que nos faz distinguir uma voz de uma pessoa conhecida ou determinado instrumento.

Todo e qualquer tipo de música tem as quatro características atuando simultaneamente. Na escrita musical as propriedades do som são apresentadas da seguinte maneira:

I. Altura- pela posição no pentagrama e pela clave de sol.

II. Duração- pela figura da nota e andamento. A alternância das durações resultam em ritmo.

III. Intensidade- pelos sinais dinâmicos (ex: piano,forte etc….). A alternância de notas com intensidades deferentes, resulta na dinâmica.

IV. Timbre-pela indicação da voz ou do instrumento que deve executar determinada parte  ou partitura.

Representação das características na partitura.

Melodia- representada horizontalmente e por notas em alturas diferentes:

exemplo 1

Harmonia-  representado verticalmente:

exemplo 2

Ritmo- também representado horizontalmente e por figuras diferenciadas, com duração diferentes.

Exemplo 3

Na classe dos instrumentos, existem os harmônicos, melódicos e percussivos.

Os instrumentos melódicos são caracterizados pela execução de uma nota por vez, embora esses instrumentos em algumas ocasiões possam fazer acordes ex: violino, contrabaixo, fagote e etc…

Os instrumentos harmônicos são caracterizados pela execução de notas simultâneas ou seja acordes ex: piano, violão, cravo, harpa.

Até a próxima…. Abraços.

fonte da foto: http://www.escolaimb.com.br/wp-content/uploads/arvore-musica-curso-violino-butanta-morumbi.jp