Diego Leite de Barros, do HCor, fala da importância de inserir esportes na vida dos filhos desde cedo, respeitadas as limitações de cada faixa etária

    • SAÚDE
    • Fernando Mellis, do R7
  •  09/10/2019

Além dos benefícios para a saúde, a atividade física praticada desde a infância tem potencial para ajudar na construção de valores importantes para a vida em sociedade.

A avaliação é do fisiologista do esporte Diego Leite de Barros, do HCor – Hospital do Coração, em São Paulo.

“A partir da segunda infância e da pré-adolescência, o esporte é inserido no contexto de ensinar a criança a lidar com o trabalho em equipe, de ver o colega como alguém que vai ajudar a chegar em um resultado. O conceito de respeito às regras também é inserido, o de respeito ao adversário, de que ele não é um inimigo, que sem ele não existe um jogo.

Segundo Barros, esses conceitos, se assimilados nessa fase da vida, “vão ajudar a construir um cidadão mais correto”.

O fisiologista diz que não existe idade específica para começar uma atividade esportiva, desde que sejam considerada a segurança da criança.

“A ideia é desde sempre colocar a criança em contato com diversos esportes para ela mostrar a identificação que ela tem com uma ou outra atividade e a partir daí direcionar qual vai ser, teoricamente, o mais indicado.”

Ele explica que nos primeiros anos de vida, o mais importante é o estímulo motor.

“A partir do momento em que a criança tem a capacidade de se locomover sozinha, abre um campo de exploração motora muito grande. Normalmente, você não vai usar o esporte com regras nessa fase. Eu não vou colocar uma criança de dois anos para jogar uma partida de futebol com regras. Nesse primeiro momento, eu vou querer que ele entenda a bola, que aprenda a chutar.”

A musculação não é recomendada antes dos 16 anos, diz o fisiologista. Ainda assim, adolescentes podem fazer treinamento funcional, com objetivo de prevenir lesões futuras, caso desejem praticar esportes profissionalmente no futuro.

O que levar em conta

Os pais precisam ficar atentos a alguns aspectos que envolvam uma rotina de atividade física dos filhos, de acordo com o fisiologista.

“Tem que saber respeitar o limite da criança. Tem que ter uma preocupação com o padrão de sono. O treinamento conciliado à vida escolar pode gerar uma sobrecarga de alguma forma. Considerar que a criança quando tem esses treinamentos, além das atividades diárias, vai ter um desgaste físico que precisa ter uma alimentação proporcional. A suplementação alimentar não é indicada nessa fase. O adulto pode suplementar, mas a criança tem que ter um padrão alimentar adequado, de acordo com o tipo de atividade que ela está fazendo.”

Barros diz que em um primeiro momento, não há necessidade de procurar um médico antes de a criança começar a praticar atividades físicas. “A não ser que a criança apresente algum sintoma de um problema específico, que seja indicativo de uma avaliação médica”, acrescenta.

“Uma criança, mesmo que tenha algum grau de sobrepeso, o que é comum hoje em dia, não é isso que faz ela ter que passar por uma avaliação médica. Mas se os pais tiverem interesse em avaliar, é sempre positivo.”

No caso da alimentação, pode ser interessante a orientação de um nutricionista, observa.

O fisiologista alerta que “o esporte nunca pode ser prioridade” na infância e na adolescência. Os pais precisam acompanhar se os estudos não estão ficando de lado.

Também, segundo ele, deve-se observar o padrão de sono, se a criança se queixa de irritabilidade, dores e sobrecarga. Caso identifique um ou mais desses problemas, é preciso reorganizar a rotina de atividades.

Órgão da ONU destacou impactos em países vizinhos, como o Brasil.

Nova York — O Unicef estima que 1,1 milhão de crianças precisarão de proteção e acesso a serviços básicos em 2019 na América Latina e no Caribe devido à crise migratória na Venezuela, tanto os deslocados do país, os que retornam e os que estão em abrigos de passagem.

De acordo com dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância, atualmente cerca de 500 mil crianças necessitam de assistência, então pedem aos governos da região que defendam os direitos desses menores, incluindo migrantes e refugiados.

Segundo seus cálculos, 4,9 milhões de pessoas de toda a região (incluindo Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Peru e Trinidad e Tobago) precisarão de assistência especial este ano por causa das condições políticas e econômicas na Venezuela, que estão provocando uma onda migratória.

fonte: exame

As pequenas mãozinhas brincam com as mãos marcadas pelo tempo e de movimentos lentos em Seattle, nos Estados Unidos.

As brincadeiras e as atividades poderiam confundir o visitante desavisado. Trata-se de uma casa de repouso para idosos ou uma pré-escola? O Intergenerational Learning Center juntou as duas coisas.

O espaço tem a estrutura física que as duas instituições precisam, mas com a troca de afeto entre gerações que outras escolas e lares para idosos não têm. No local, a energia das crianças completa a experiência de vida dos mais velhos.

“Ao longo de meses filmando, observei muitas trocas incríveis entre idosos e crianças”, diz Evan Briggs, que gravou um filme sobre a experiência entre as duas gerações no ILC.

O local abriga crianças de até cinco anos que realizam atividades cotidianamente com os mais de 400 idosos atendidos no espaço.

De um lado, as crianças aprendem a se relacionar com diferentes gerações, a respeitar os mais velhos e a conviver com pessoas com limitações físicas. Já os idosos recebem carinho e são estimulados intelectual e fisicamente pelos exercícios com os alunos.

xxxxxxxx-1434727533324_956x500aaaaaaaaaaaa-1434727537881_956x500x-1434727546519_956x500xxxxxxxxxx-1434727531782_956x500xxxxxxxxxxxx-1434727545094_956x500aa-1434727539256_956x500xxx-1434727534566_956x500

Para que as imagens gravadas no ILC virem um documentário, Briggs resolveu criar um projeto de financiamento coletivo para arrecadar o dinheiro necessário para a edição. Ela precisava atingir 50 mil dólares para concluir o projeto, mas até a tarde desta sexta-feira (19) já havia conseguido cerca de 80 mil dólares (quase R$ 250 mil).

Fonte: http://educacao.uol.com.br/

fonte: jornaldeboasnoticias

Imagine só que incrível se uma árvore fosse plantada no mesmo dia em que você nasceu.

Com o passar dos anos, você poderia visitá-la e observar como o tempo se encarregou dela, fazendo-a florescer e secar conforme as estações. Mas muito além da poesia contida em um ato como este, está a conscientização e o estímulo ao trato do meio ambiente. É por isso que na cidade de Itaperuna (RJ), para cada criança que nasce, uma árvore da flora brasileira é plantada.

O programa “Uma criança, uma árvore” foi criado em janeiro de 2015 com o objetivo de mostrar como a arborização influencia na qualidade de vida. No momento da inscrição do pré-natal da gestante, durante o Teste do Pezinho ou na sala de vacinação, os pais podem assinar um termo de adesão da iniciativa. O plantio fica por conta dos técnicos da prefeitura e a família recebe um certificado com o nome da criança, data de nascimento, nomes popular e científico da árvore e sua localização.

Na verdade, queremos que a geração dessas crianças tenha mais sensibilidade quanto à proteção do meio ambiente, desde o seu nascimento, despertando a afinidade e o cuidado com as árvores e a natureza“, afirmou Alair Ignácio, Secretário do Meio Ambiente, em entrevista ao G1. Têm iniciativas semelhantes as cidades de Clevelândia (PR), Diamantina (MG), Guarapari (ES), Ituverava (SP), Passos (MG), Penápolis (SP), São Caetano do Sul (SO), São José do Rio Preto (SP), Sorocaba (SP), Tramandaí (RS) e Nossa Senhora dos Remédios (MG).

fonte: jornaldeboasnoticias

Na cidade dinamarquesa de Odense, com 190 mil habitantes, quatro entre cinco crianças vão para a escola a pé, de bicicleta ou skate.

Em alguns colégios é até mesmo proibido estacionar carro na entrada. “Não é seguro para as centenas de crianças que chegam a pé ou de bicicleta”, explica Lars Christian Eriksen, diretor de uma escola local, para oWashington Post. “Os policiais dão multa para os pais que insistem em fazer isso”, conclui.

A estatística é favorável – significa que quatro em cada cinco crianças se exercitam no dia a dia -, mas não se reflete em toda a Dinamarca. Pelo contrário: apesar do uso da bicicleta ser altamente incentivado no país, nos últimos 30 anos, o número de crianças que vão de carro para a escola subiu 200%.

O governo de Odense não quer ver esses números se refletirem em seu município e, por isso, investe em mobilidade urbana. Segundo a responsável de trânsito da cidade, Connie Juel Clausen, há 545 quilômetros de ciclovia e 1000 quilômetros de ruas na cidade.

E mais: quando os pequenos ciclistas chegam em uma intersecção de ruas maiores, eles podem seguir caminho tranquilamente por meio de túneis ou pontes onde a passagem de carros é proibida. “Acreditamos que semáforos não são tão seguros para crianças”, explica Connie.

A filha dela começou a ir sozinha para a escola de bicicleta quando tinha seis anos de idade — não muito diferente da média local. “Claro que depende da responsabilidade e conhecimento de cada criança”, confessa, “mas a maioria das escolas têm esquema inteligente que torna a viagem muito segura”.

Antes de entrar na escola fundamental, durante a educação infantil, crianças são ensinadas a andar de bicicleta, ainda dentro do pátio. Além disso, a cidade criou um programa de Cycle Happy School (ou Pedale Feliz para a Escola, em tradução livre) para ensinar as crianças como se comportar no trânsito.

Outro incentivo é o programa CycleScore, que utiliza um aparelho eletrônico para dar um bilhete todas as vezes que o estudante utiliza a bike para ir a escola e concorrer a camisetas ou acessórios para ciclistas. Desde que a iniciativa foi implantada, em 2014, houve um aumento de 28% no uso do meio de transporte.

A maior parte dos adultos também utilizam a bicicleta para trabalhar e sair. Mesmo assim, a cidade quer aumentar ainda mais o índice de ciclistas em suas ruas. Como a quantidade de ciclovias já dá conta do recado, o foco agora é criar estacionamento de bicicleta e tornar o meio de transporte cada vez mais conveniente para as pessoas. Partiu, Odense?

Fonte: jornaldeboasnoticias