Estimativa é arrecadar R$ 35,9 bilhões, o que representa um incremento de 4,8% em relação a 2018 – percentual não verificado desde 2013

    • ECONOMIA
    • Márcio Pinho, do R7
  •  29/10/2019

O varejo brasileiro prevê o maior crescimento de vendas dos últimos seis anos para o período do Natal, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A estimativa é arrecadar R$ 35,9 bilhões, o que representa 4,8% mais do que no ano passado.

Esse percentual na principal data para o comércio no ano não é registrado desde 2013, quando o crescimento foi de 5%. Caso essa previsão se confirme, o varejo voltará ao patamar de vendas natalinas de 2014, ano considerado o do início da crise econômica por analistas. Em 2015 e 2016, a variação chegou a ser negativa (veja abaixo).

Faturamento do varejo no Natal

Segundo o economista da CNC, Fabio Bentes, a previsão otimista se dá em razão de quatro fatores principais: inflação baixa, maiores prazos de crédito para o consumidor, liberação de recursos como Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) e Pis/Pasep e a leve melhora no mercado de trabalho.

“A inflação baixa, com IPCA abaixo de 3% ao ano, ajuda a preservar o poder de compra. O consumidor não sente que o dinheiro está indo embora tão rápido”, diz Bentes.

Aliado a isso, os prazos de parcelamentos estão maiores, e subiram de uma média de 7,4 meses há um ano para um período de 8,2 meses, segundo dados do Banco Central. “Isso permite que o consumidor pague parcelas menores por mês e entenda que aquela despesa cabe no bolso”, afirma Bentes.

Outro fator que estimula o crescimento, segundo o economista da Confederação Nacional do Comércio, é a injeção de recursos na economia feita pelo governo federal, que disponibilizou R$ 42 bilhões do FGTS em parcelas individuais de até R$ 500, além de liberar R$ 2 bilhões em recursos do PIS/Pasep.

“Os resultados do segundo semestre vão todos surfar nessa onda do FGTS. Ainda que seja um resultado artificial, é um resultado positivo”, diz. O Dia das Crianças, por exemplo, considerado um termômetro para o Natal, foi provavelmente o melhor dos últimos anos para o varejo – o que ainda será confirmado pelos números oficiais.

Shoppings
Os recursos extras são comemorados também pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), que tem cerca de 35 mil associados. O diretor institucional da entidade, Luís Augusto Ildefonso, destaca que esses recursos, aliados a taxa de juros mais baixa e à pequena melhora no mercado de trabalho, podem fazer a diferença.

A taxa Selic chegou a 5,5% em setembro, a menor da história, o que teve como reflexo a redução de juros dos bancos. A taxa de desemprego também caiu após chegar a 12,7% de desocupados no trimestre terminado em março e ficou em 11,8% no período de três meses terminado em agosto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ildefonso afirma que os benefícios se darão em relação a dois grupos: “Consumidores endividados poderão abater suas dívidas entrado novamente no mercado de financiamento. A outra parte dos que não tinham dívidas vai ter uma renda extra que alimenta a vontade de comprar. Isso dá um alento para ter um Natal bom”, afirma.

 

Apesar do otimismo, os especialistas ainda pedem cautela em relação a uma retomada do varejo. “Nada para soltar foguetes ainda”, ressalva Ildefonso, que afirma que o país precisa prosseguir em suas reformas e aumentando sua eficiência para que o comércio tenha a melhora desejada.

É consenso que o país precisa ter um crescimento maior para que os resultados na economia sejam mais expressivos. Bentes cita o fato de o Produto Interno Bruto (PIB) estar crescendo em torno de 1% ao ano desde 2017, o que é considerado pouco. Além disso, a queda no desemprego ainda patina, já que a pequena queda na taxa de desocupados foi acompanhada também de um aumento da informalidade. Segundo o IBGE, 41,3% dos ocupados são trabalhadores informais.

Temporários

A previsão de aumento de vendas também se reflete na contratação de temporários. Segundo a CNC, serão contratados 91 mil trabalhadores temporários neste fim de ano para atender ao aumento sazonal das vendas. O número é 4% maior do que o registrado em 2018 (87,5 mil). A Alshop prevê um número um pouco maior: 100 mil temporários.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), as contratações devem aumentar 28% em comparação com o mesmo período de 2018.

Indústria

A estimativa de melhores resultados também é compartilhada pela indústria, que prevê uma leve melhora no segundo semestre. Segundo André Rebelo, economista e assessor estratégico da presidência da Fiesp, a federação das indústrias de São Paulo, um dos pontos positivos foi a produção para o Natal, em setores como os de roupas, eletrodomésticos, embalagens e alimentos.

Rebelo afirma que a economia está em expansão, puxada principalmente pelo consumo doméstico, e que isso ajuda a indústria a se refazer de perdas decorrentes da crise argentina, o principal comprador de produtos industrializados brasileiros. A venda de automóveis, por exemplo, caiu cerca de 50%.

“Deve ser um ano melhor. A gente não sabe a intensidade da retomada, ela é lenta, não sabemos se vai engrenar e acelerar. Ou se vai enganar a gente no começo deste ano”, diz.

Analistas reduziram expectativas ao longo do ano diante das dificuldades políticas e falta de confiança de investidores, mas agora retomam viés de alta

    • ECONOMIA
    • por

      Agência Estado
  •  28/10/2019 

No início do ano, a chegada de um novo governo, de orientação claramente liberal na economia, trouxe uma onda de otimismo, e os analistas previam um crescimento do PIB de 2,5% em 2019. Esse otimismo não durou muito. As dificuldades políticas, a falta de confiança de investidores e empresários e as adversidades externas foram minando as expectativas, e as projeções para o PIB caíram abaixo de 1%. Agora, porém, esse quadro parece que começa a mudar mais uma vez.

A melhora em alguns indicadores importantes, como criação de empregos e aumento no crédito, vem transformando o humor dos analistas. Há duas semanas, o Itaú, por exemplo, elevou sua estimativa de crescimento da economia este ano de 0,8% para 1% – havia pelo menos três anos que o banco não elevava o número projetado.

Também no começo deste mês, o Safra alterou sua projeção de 0,8% para 0,9%. “Pode parecer pouco, mas é uma diferença significativa. No fim de julho, esperávamos 0,8%, mas achávamos que podia ser até 0,5%. Agora, temos 0,9%, mas pode ser mais que isso”, diz o economista-chefe do banco, Carlos Kawall. Votorantim e Bank of America também dão sinais de que reverão seus números para cima. Hoje, eles têm 0,7% e 0,8%, respectivamente.

O Boletim Focus, elaborado pelo Banco Central e que reúne projeções de bancos e consultorias, indica que o mercado estima alta de 0,88% para 2019. Em agosto, a previsão era 0,8%. Os números mostram que, embora ainda distante de uma arrancada forte, a economia pode estar começando a ganhar tração.

Motores

Um dos indicadores que mostram isso é o de empregos. Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) apontam que o saldo de vagas formais no País foi positivo por seis meses consecutivos. No acumulado do ano, são 761,7 mil vagas criadas. Segundo cálculos das instituições, uma alta de 2% no PIB é compatível com a criação de até 900 mil postos de trabalho formal no ano.

Para o economista Luka Barbosa, do Itaú, outro indicador importante de que a economia está mais forte é a concessão de crédito para pessoa física, que cresceu 14% nos últimos 12 meses. Essa alta tem permitido um avanço no comércio e deve se espalhar pela economia. “É questão de tempo para outros dados, como a indústria, indicarem melhora”, afirma.

Economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif também afirma que o crédito tem sido o responsável por alavancar a economia. “Setores ligados ao crédito têm puxado a melhora e o mercado de trabalho, incluindo a construção civil. Tudo ainda muito lento, mas melhorando”, pondera.

A XP aposta em um crescimento do PIB de 0,9% neste ano. Para Zeina, a liberação do FGTS também deve ajudar o PIB a avançar um pouco mais, dependendo de quanto os trabalhadores destinarem de seus saques para o consumo. A economista, no entanto, não se anima a mudar sua projeção. “Confesso que tenho um certo medo.”

Embora haja bancos e consultorias oficializando números maiores para a economia, há mesmo, ainda, uma certa relutância nesse movimento. O chefe de economia e estratégia do Bank of America no Brasil, David Beker, diz que erros cometidos pelos economistas nos últimos anos, com previsões de crescimento que não se confirmaram, deixaram os analistas com receio de rever seus dados para cima. “O mercado está cético. Tem medo de errar de novo.”

Choque

A economista Silvia Matos, do Ibre/FGV, também destaca o papel do FGTS para movimentar a economia. “Antes da notícia da liberação, prevíamos um aumento de 1,8% no consumo, agora vemos 2%, podendo ser melhor porque o governo antecipou os saques.”

Como Zeina, Silvia também mantém sua previsão para o crescimento do PIB, de 1,1%. “Nunca achei que seria menos de 1%. Mas também não revejo para cima porque pode haver algum choque.” As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Redução passa a valer a partir desta segunda-feira (14). Confira os menores juros ofertados por seis bancos em linhas para compra da casa própria

    • ECONOMIA
    • Márcia Rodrigues, do R7*
  •  14/10/2019

Nas últimas semanas, além da Caixa, outros cinco bancos anunciaram a redução de suas taxas para o financiamento imobiliário: Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco, Santander e Banco Inter.

O juro menor, de 7,30% ao ano mais TR (Taxa Referencial), é oferecido pelo Bradesco. O maior, de 7,99% ao ano + TR, pelo Santander. O prazo de financiamento é de 360 meses (30 anos) a 420 meses (35 anos).

Arte R7 Queda na Selic iniciou série de redução nas taxas

Conhecida como taxa básica de juros, a Selic vem registrando uma série de quedas, passando de 14,25% para 5,5%, nos últimos dois anos. A última redução ocorreu na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (Banco Central) no dia 18 de setembro.

A previsão do mercado financeiro é que o país feche o ano com a Selic em 4,75% ao ano, o que seria um novo recorde histórico.

Essa expectativa vem fazendo com que os bancos se movimentem para oferecer condições mais atrativas de financiamento imobiliário e outras linhas de crédito.

Juros menores deixam portabilidade atraente

Com a redução das taxas do crédito imobiliário nos principais bancos, a portabilidade passou a ser uma boa alternativa para quem quer reduzir um pouco o montante da dívida do financiamento da casa própria.

Uma simulação desenvolvida pela Melhor Taxa, startup que auxilia na busca por juros mais adequados, mostra que é possível economizar quase R$ 200 mil ao optar pela portabilidade de um financiamento realizado em 2016, com taxa de juros de 10,7%, no valor de R$ 500 mil.

*Colaborou Alexandre Garcia

Atividade econômica brasileira registrou alta de 0,07% em agosto, segundo o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central)

    • ECONOMIA
    • Giuliana Saringer, do R7
  •  14/10/2019

A atividade econômica brasileira registrou alta de 0,07% em agosto em comparação ao mês anterior, segundo o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), divulgado nesta segunda-feira (14) pelo BC (Banco Central).

O PIB (Produto Interno Bruto) é a soma de todos os bens e serviços produzidos pelo país.

Em agosto do ano anterior, o indicador havia registrado recuo de 0,73%. De janeiro a agosto deste ano, a taxa foi de 0,66%, enquanto nos últimos 12 meses ficou em 0,87%.

Foram fabricadas 92.894 motocicletas em setembro de 2019, contra 80.687 unidades que saíram das linhas de produção em igual mês no ano passado

    • ECONOMIA
    • Do R7
  •  10/10/2019

A indústria de motocicletas registrou alta de 15,1% em sua produção de setembro, na comparação com igual período no ano passado.

Durante o nono mês de 2019, foram produzidas 92.894 motocicletas, enquanto em setembro do ano passado, foram 80.687.

Os dados são da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares).

Na comparação com agosto, que contou com um dia útil a mais, houve recuo de 19% (114.738 unidades).

Oferta de crédito estimula consumo

A oferta de crédito continua a ser o principal motivo para o crescimento, segundo Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.

Para ele, o cenário atual da economia, aliado a taxas de juros mais atrativas, faz com que muitos consumidores troquem suas motocicletas por modelos 0 km.

O mercado ainda deve se manter aquecido nos próximos meses, de acordo com Fermanian, em função de fatores sazonais, como o pagamento do 13º salário e a chegada do verão.

Outro fator que deve influenciar, na opinião do executivo, serão os lançamentos do Salão Duas Rodas, programado para o período de 19 a 24 de novembro, no São Paulo Expo, em São Paulo (SP).

Pelas projeções atuais da Abraciclo, as fabricantes de motocicletas deverão produzir 1.100.000 unidades no presente ano, o que representa uma alta de 6,1% na comparação com o volume de 2018 (1.036.788 unidades).

Emplacamentos no país somam quase 88 mil

Em setembro, 87.719 motocicletas foram licenciadas no país, representando uma alta de 18,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado (74.067 unidades).

O levantamento foi feito pela Abraciclo, com base nos dados do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores)

Em comparação com agosto – que registrou o emplacamento de 88.625 unidades –, houve queda de 1%.

Exportações registram queda de 28,4% no ano

Em setembro foram exportadas 2.390 motocicletas, correspondendo a uma queda de 28,4% na comparação com o mesmo mês de 2018 (3.336 unidades), e de 33% em relação a agosto do presente ano (3.566 unidades).

No acumulado de janeiro a setembro, o volume exportado foi de 29.136 unidades, representando uma queda de 49% na comparação com o mesmo período de 2018 (57.131 unidades).

A Argentina foi o principal destino das motocicletas em setembro, segundo dados do portal de estatísticas de comércio exterior Comex Stat.

A empresa registra os volumes de embarques totais de cada mês.

Foram embarcadas 1.942 unidades para aquele país, o que representa 58,6% no total exportado.

Na sequência, ficaram a Colômbia (602 unidades e 18,2% de participação) e os Estados Unidos (356 e 10,7%).

Nos nove meses do ano, a Argentina também foi o país que mais comprou motocicletas fabricadas no PIM.

De janeiro a setembro foram embarcadas 14.274 unidades, o que representa 47,2% do volume total exportado.

Em seguida, vieram os Estados Unidos (5.881 unidades e 19,5% de participação), seguidos pela Colômbia (4.021 unidades e 13,3%).

Street lidera vendas no mês

A Street foi a categoria mais vendida em setembro, com 49.013 unidades e 51,4% de participação.

Na sequência, vieram a Trail (19.005 e 19,9%), Motoneta (11.998 e 12,6%), Scooter (8.716 e 9,1%) e Naked (2.066 e 2,2%).

Essas posições foram mantidas no acumulado de janeiro a setembro: Street (406.526 unidades e 49,8% de participação), Trail (163.153 unidades e 20%); Motoneta (121.941 unidades e 14,9%), Scooter (70.497 unidades e 8,6%); e Naked (18.895 unidades e 2,3%).

Presidente do Senado garantiu aos líderes de partidos que proposta irá ao plenário para a votação em primeiro turno, para cumprir o calendário

    • ECONOMIA
    • Do R7
  •  30/09/2019

Após adiamento na semana passada, a proposta da reforma da Previdência (PEC 6/2019) deve ser votada nesta terça-feira (1º) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), pela manhã, e no plenário do Senado, à tarde.

A data foi confirmada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A PEC paralela já começou a tramitar oficialmente na CCJ. A expectativa é cumprir o calendário, votando em segundo turno no dia 10 de outubro.

“O compromisso da presidência é que a gente vote na terça-feira na CCJ e, em seguida, no plenário, cumprindo um calendário que foi estabelecido por todos os líderes”, afirmou o presidente do Senado.

O adiamento da votação que estava prevista para a terça-feira passada (24), segundo ele, não interferirá no calendário apresentado por todos os líderes partidários. “Ao contrário, nós faremos a nossa obrigação e cumpriremos o nosso dever”, garantiu.

Segundo Davi, a deliberação sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLN 5/2019) foi cobrada por deputados, ministros e senadores, principalmente os integrantes da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO). Por isso ele convocou o Congresso para votá-la e adiou a votação da reforma.

Emendas

Na primeira passagem da reforma pela CCJ, o relator da PEC, Tasso Jereissati (PSDB-CE), leu e submeteu seu parecer à comissão, que foi aprovado por 18 votos a 7 e levado ao plenário. No plenário, foram realizadas cinco sessões de discussão do tema.

Nem todas as sessões reservadas à reforma tiveram um quórum alto. Em algumas, poucos senadores pediram espaço para fala. O deputado Paulo Paim (PT-RS) pediu alteração das regras de aposentadoria especial, para profissões danosas à saúde e  mudanças nas regras de pensão por morte.

Em seu relatório, referente às emendas de plenário, Jereissati rejeitou 76 emendas recebidas no plenário do Senado que poderiam modificar a proposta e obrigar a volta do texto à análise dos deputados.

O relator, no entanto, mudou a redação sobre o ponto que trata da criação de uma alíquota de contribuição mais baixa para os trabalhadores informais.
Cientes de que o relator não fará mudanças que provoquem a volta do texto à Câmara, alguns senadores jogam suas fichas na chamada PEC Paralela.

A PEC, também relatada pelo tucano, promete trazer regras mais benéficas aos trabalhadores e foi criada para evitar alterações na PEC principal e, consequentemente, possibilitar uma aprovação em outubro.

Mudanças

O texto propõe que os homens só poderão se aposentar aos 65 anos e as mulheres, aos 62 anos, com um tempo mínimo de contribuição, de 15 anos (homens e mulheres).

A modalidade da aposentadoria por tempo de contribuição – que exige tempo mínimo de 35 anos (homens) e 30 anos (mulheres) vai acabar, caso a reforma seja aprovada da forma como está.

Os novos critérios valerão para quem ainda não começou a trabalhar. Quem já está trabalhando e contribuindo para o INSS ou o setor público terá regras de transição.

Na Câmara Federal, a proposta foi aprovada em primeiro turno, e, 10 de julho, por 379 votos favoráveis e 131 contrários, precisando de apoio de 308 deputados. No segundo turno, em 7 de agosto, foram 370 votos a 124

A receita de impostos e dividendos acima das expectativas possibilitou o valor de recursos que serão liberados para educação e outras pastas

    • ECONOMIA
    • Do R7, com Reurters
  •  20/09/2019

O governo federal deverá anunciar nesta sexta-feira (20) o desbloqueio de R$ 12,4 bilhões de verbas do Orçamento. O valor foi definido por conta da receita de impostos e dividendos acima das expectativas, que será divulgada nova edição do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas.

Publicado a cada dois meses, o relatório traz as atualizações das estimativas oficiais para a economia brasileira e o impacto dela nas previsões de receitas e despesas.

O presidente Jair Bolsonaro havia falado nesta quinta-feira (19) pelo Twitter que seriam descontingenciados R$ 8,3 bilhões. “Desde o início, nosso governo preza pela responsabilidade com as contas públicas. Com muito sacrifício, estamos criando condições para manter os investimentos”, disse o presidente.

Mas, com os últimos sinais positivos da economia, o desbloqueio pôde chegar a uma valor maior. O governo aumentará em R$ 6,459 bilhões as receitas líquidas calculadas para 2019. Para a Receita Federal, a estimativa será de uma arrecadação mais alta em R$ 8,3 bilhões no ano. A perspectiva para recebimento de dividendos de empresas públicas subirá R$ 7,6 bilhões.

Esses movimentos mais do que compensarão os reveses previstos, por exemplo, com receita mais modesta com concessões (R$ 8,4 bilhões) e com exploração de recursos naturais (R$ 1,1 bilhão).

O relatório não irá considerar o ingresso de recursos com o megaleilão dos excedentes do pré-sal da cessão onerosa. O governo já definiu um bônus de outorga de R$ 106,6 bilhões para o certame, previsto para novembro, mas sua efetiva realização depende ainda de etapas que não foram concluídas, como a chancela do Tribunal de Contas da União (TCU).

Despesas

Numa forte contribuição para o descontingenciamento, a equipe econômica também diminuirá em 6 bilhões de reais a conta para despesas totais de 2019. Nesse caso, a principal ajuda virá dos gastos projetados com pessoal e encargos sociais, com um recuo de R$ 5,8 bilhões.

Do total desbloqueado, R$ 1,9 bilhão deverá ficar para a educação, havia informado o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, na quarta-feira (18), em entrevista no Senado. “Não havia cortes, particularmente na Educação. Sempre dissemos que contingenciamento é uma poupança”, declarou. “O Orçamento é uma viagem ao longo de todo o ano, então nós vamos neste final de mês descontingenciar este valor.”

Atualmente, R$ 34 bilhões do Orçamento deste ano estão contingenciados. Pela lei, somente despesas discricionárias (não obrigatórias) podem ser contingenciadas. O volume de contingenciamento, no entanto, pode ser parcialmente reduzido se a equipe econômica reestimar reduções de gastos obrigatórios, geralmente reservas para cumprimento de decisões judiciais ou de gastos com o funcionalismo.

País tem retomada tímida de indicadores de investimento das empresas e consumo das famílias. Resultado foi puxado pelos ganhos da indústria e dos serviços

HELOÍSA MENDONÇA
São Paulo 29 AGO 2019

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,4% no segundo trimestre em relação ao três primeiros meses deste ano, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE). O avanço da atividade, que veio acima das principais projeções, fez com que país escapasse da recessão técnica, quando a economia deixa de crescer por dois trimestres consecutivos, já que entre janeiro e março, o Brasil registrou um recuo de 0,2%.

O resultado foi puxado, principalmente, pelos ganhos da indústria (0,7%) e dos serviços (0,3%). Já a agropecuária caiu 0,4%. O crescimento na indústria foi influenciado pela expansão das indústrias de transformação (2%) e construção (1,9%). Já as extrativas recuaram (-3.8%) no período. Em valores correntes, o PIB no segundo trimestre totalizou 1,78 trilhão de reais.

Mesmo com uma agenda de reformas em andamento, um cenário de inflação fraca e juros em uma mínima histórica de 6%,o desemprego ainda é um entrave e permanece elevado – atingindo mais de 12 milhões de pessoas, o que restringe os gastos dos brasileiros. Segundo o IBGE, o consumo das famílias avançou apenas 0,3%.

Já o investimento (Formação Bruta de Capital Fixo) – que inclui os recursos em máquinas e equipamentos, construção civil e inovação- se destacou com um aumento de 3,2%, impulsionado principalmente pela construção. Foi o melhor resultado desde o mesmo período de 2013, quando ele cresceu 5,8%. No segundo trimestre de 2019, a taxa de investimento foi de 15,9% do PIB, acima da observada no mesmo período de 2018 (15,3%).

A construção civil responde por cerca de metade do investimento no país e o setor finalmente apresentou resultado positivo. Segundo o IBGE, a atividade  que avançou 1,9% em relação ao trimestre anterior, interrompeu uma série de 20 trimestre consecutivos de queda. A melhora do setor foi impulsionada principalmente pelo mercado imobiliário e não por obras de infraestrutura.

Na avaliação do economista André Perfeito, da corretora Necton, o avanço do PIB maior do que o projetado pelo mercado – que apontavam para alta de 0.2% – “é uma surpresa extremamente” positiva e irá forçar revisões em nossas projeções.

O desempenho do PIB repercutiu positivamente na Bolsa de Valores de São Paulo na manhã desta quinta-feira. O Ibovespa opera em alta seguindo também as bolsas internacionais. Às 11h50 ( horário de Brasília), o índice avançava 0,73%, a 99.041 pontos.

Economia ainda patina

Apesar do avanço no segundo trimestre, a economia brasileira ainda patina e não conseguiu se recuperar da recessão de 2015 e 2016, quando a atividade somou uma queda de 8%. A retomada tem sido uma das mais lentas das últimas décadas. Após sair oficialmente da recessão há dois anos, o país cresceu apenas 1,1% em 2017 e repetiu o valor no ano passado. Para 2019, as projeções do mercado são de um avanço de cerca de 0,8%, um resultado ainda mais fraco que os dois últimos anos.

“Não dá para afirmar que há recuperação, precisamos de um período maior de análise”, afirmou a gerente de contas trimestrais do IBGE, Claudia Dionísio, ao ser questionada por jornalistas se o resultado indica uma retomada. De acordo com Dionísio, com a recuperação lenta e gradual, a economia recuperou até o momento apenas 3,7% das perdas registradas durante a recessão até o 4º trimestre de 2016.

Embora haja perspectivas positivas para o futuro da economia, como o histórico acordo comercial do Mercosul com a União Europeia, o país ainda é suscetível às intempéries do ambiente político e do exterior. Enquanto o cenário global se complica, com o acirramento da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China e os temores de uma recessão mundial avança, a crise ambiental desencadeada pelo aumento das queimadas na Amazônia e pela reação tardia do Governo de Jair Bolsonaro já respingam na economia. Pelo menos dezoito marcas brasileiras confirmaram que suspenderão o uso do couro brasileiro até que seja esclarecida a origem dos produtos.

Além disso, a já debilitada economia Argentina, o parceiro comercial mais importante do Brasil na região, passa por uma nova turbulência após as primárias revelarem o favoritismo de Alberto Fernández, nas eleições presidenciais. O país vizinho apelou ao FMI e credores por mais tempo para pagar a dívida. A notícia deve ter reflexo no mercado brasileiro.

Setor externo

No segundo trimestre, as exportações registraram desempenho negativo. No período, as vendas do Brasil para outros países caíram 1,6%, em relação aos três primeiros meses do ano. A queda foi maior do que a projetada pelas consultorias. Já as importações de Bens e Serviços cresceram 1,0% em relação ao primeiro trimestre de 2019.

Por G1

12/08/2019


O Brasil terá que qualificar 10,5 milhões de trabalhadores na indústria até 2023, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (12) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com o estudo, a demanda será por qualificação para trabalhadores em ocupações industriais nos níveis superior, técnico, qualificação profissional e aperfeiçoamento.

A maior demanda por qualificação deverá ser pelo aperfeiçoamento de trabalhadores já empregados – apenas 22% será para capacitação daqueles que ainda vão ingressar no mercado de trabalho.

O levantamento aponta que as áreas que mais vão demandar formação profissional são transversais (1,7 milhão), metalmecânica (1,6 milhão), construção (1,3 milhão), logística e transporte (1,2 milhão), alimentos (754 mil), informática (528 mil), eletroeletrônica (405 mil), energia e telecomunicações (359 mil).

Crescimento

A CNI aponta que, em relação aos novos empregos, as maiores taxas de crescimento devem vir de ocupações que têm a tecnologia como base. Além dos condutores de processos robotizados, estão pesquisadores de engenharia e tecnologia (aumento de 17,9%); engenheiros de controle e automação, engenheiros mecatrônicos e afins (14,2%); diretores de serviços de informática (13,8%); e operadores de máquinas de usinagem CNC (13,6%).

Ocupações que mais devem crescer até 2023

Ocupação Formação Novos empregos (2019 a 2023) Taxa de crescimento até 2023
Condutores de processos robotizados Qualificação + 200h 251 22,40%
Técnicos em mecânica veicular Técnica 1.311 19,90%
Engenheiros ambientais e afins Superior 566 19,40%
Pesquisadores de engenharia e tecnologia Superior 1.991 17,90%
Profissionais de planejamento, programação e controles logísticos Técnica 373 17,30%
Montadores de sistemas e estruturas de aeronaves Técnica 281 15,50%
Engenheiros agrimensores e engenheiros cartógrafos Superior 154 15,20%
Gerentes de operações de serviços em empresa de transporte, de comunicação e de logística (armazenagem e distribuição) Superior 1.373 15,10%
Engenheiros de alimentos e afins Superior 94 15,10%
Instaladores e reparadores de linhas e cabos elétricos, telefônicos e de comunicação de dados Qualificação + 200h 14.367 15,00%
Engenheiros de controle e automação, engenheiros mecatrônicos e afins Superior 327 14,20%
Técnicos em eletromecânica Técnica 1.788 14,00%
Diretores de serviços de informática Superior 130 13,80%
Operadores de máquinas de usinagem CNC Qualificação + 200h 5.356 13,60%
Supervisores de manutenção eletromecânica Técnica 915 13,10%
Técnicos mecânicos na manutenção de máquinas, sistemas e instrumentos Técnica 3.560 13,10%
Pesquisadores das ciências naturais e exatas Superior 205 12,50%
Desenhistas projetistas da eletrônica Técnica 411 12,50%

Parecer de Samuel Moreira altera tempo de contribuição para mulheres e retira capitalização e mudanças no BPC da proposta original do governo

    • ECONOMIA
    • Do R7
  •  13/06/2019

O relator da reforma da Previdência, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), apresenta nesta quinta-feira (13), às 9h30, o seu parecer na comissão especial da Câmara dos Deputados.

Após 50 dias de trabalho desde que a comissão foi instalada, o texto original do governo passou por mudanças para que seja possível a sua aprovação. A expectativa de Moreira é manter a economia próxima de R$ 1 trilhão em dez anos, conforme a expectativa do Ministério da Economia.

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Moreira afirmou nesta quarta-feira (12) ter trabalhado pela apresentação de um relatório possível de ser aprovado pelas duas Casa Legislativas. “Nós queremos aprovar e manter uma melhoria fiscal. Queremos melhorar do ponto de vista social essa PEC e vamos melhorar”, disse o tucano.

Mudanças

Entre as mudanças adiantadas pelo autor do relatório, aparecem a idade mínima para a aposentadoria de professoras, a retirada das alterações do BPC (Benefício de Prestação Continuada), da aposentadoria rural e da capitalização, além de uma nova regra de transição e da mudança do tempo de contribuição mínima para as mulheres.

Ao falar sobre o parecer nesta quarta-feira, Moreira sinalizou ainda que a idade mínima para aposentadoria das professoras será aos 57 anos, menor que os 60 anos previstos na proposta do governo. De acordo com ele, o tempo de contribuição das mulheres para se aposentar será mantido em 15 anos.

Também já é dado como certo que o relatório não será contemplado com a capitalização, que previa que cada trabalhador faria a própria poupança para a aposentadoria.

A elevação da idade mínima para o recebimento do benefício de um salário mínimo a idosos e deficientes em situação de miséria, o chamado BPC, também não será contemplado no texto apresentado pelo relator.

Moreira garantiu também que seu parecer tem a preocupação central de manter a estrutura da reforma como foi apresentada pelo governo, com o estabelecimento de idade mínima e garantias do ponto de vista fiscal e social.

Ele destacou ainda que a reforma “não resolverá tudo” e o governo terá que apresentar outras ações para o setor econômico.

Próximos passos

Após a leitura do relatório nesta quinta-feira, a discussão da reforma na comissão especial começará na terça-feira da semana que vem (18). Todos os 513 deputados poderão se inscrever para falar nessa fase.

O presidente da comissão especial que analisa, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), informou que fará três sessões na semana das festas juninas na tentativa de votar a proposta ainda em junho.

Possíveis alterações

Tempo de contribuição – para mulheres, idade mínima de 62 anos deve ser mantida, mas a contribuição passa de 20 para 15 anos.

Transição – deve ser apresentada uma nova opção de transição para trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos que estão perto de se aposentar.

Professoras – a idade mínima de aposentadoria pode ficar em 57 anos e não mais em 60 anos.

Capitalização – proposta previa que cada trabalhador faria a própria poupança para a aposentadoria. Atualmente, o modelo é de repartição, em que os trabalhadores na ativa bancam quem já está aposentado.

Estados e municípios – previa que as regras no âmbito federal se estenderiam aos demais entes da federação.

Desconstitucionalização – permitia alterações futuras nas aposentadorias por lei complementar.

BPC (Benefício de Prestação Continuada) – previa elevar a idade mínima para 70 anos. Atualmente, o benefício paga um salário mínimo (R$ 998 em 2019) a idosos acima de 65 anos e deficientes em situação de miséria.

Aposentadoria rural – previa igualar a idade de aposentadoria entre homens e mulheres e aumentar o tempo de contribuição. Atualmente, idade mínima de 55 anos (mulher) e 60 (homem) e um tempo mínimo de atividade rural de 15 anos.