O Google anunciou hoje sua participação em um projeto de sequenciamento genômico do Brasil, liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a Dasa, empresa de medicina de diagnóstico. Enquanto esta contribuirá com o sequenciamento, a ser realizado em um centro especializado, o Google Cloud processará os dados obtidos, por meio do processamento na “nuvem”.

O principal objetivo do empreendimento é a criação de um banco de dados genético do povo do Brasil que poderá ser utilizado em diversas áreas da ciência, principalmente nas relacionadas a saúde. O primeiro passo será o sequenciamento de 15 mil brasileiros, com entre 35 e 74 anos.

Os cientistas buscam coletar informações que serão críticas para a compreensão do efeito dos genes no desenvolvimento de doenças comuns no Brasil. O país, conhecido por sua miscigenação, de diversas etnias, é geneticamente único. Assim, um estudo que foca somente em sua população é necessário para que se possa tratar de forma mais adequada os males tipicamente brasileiros.

Vale lembrar que cerca de 80% dos genomas analisados mundialmente são europeus. O DNA brasileiro é claramente pouco conhecido pelos cientistas. O novo estudo, assim, representa uma nova frente para a genética, de enorme importância para o país.

Trata-se da maior pesquisa epidemiológica do país, a qual será apoiada por diversas universidades federais e contará com informações coletadas ao longo dos anos por centros de saúde e estudos nacionais. O auxílio proporcionado pela americana Google será fundamental, uma vez que permitirá o uso de machine learning para estudar de forma veloz e detalhada os dados investigados. A parceria com a gigante da tecnologia fez com que o custo do processamento de todo esse material genético caísse 90%, em comparação com o que seria gasto sem a ajuda da empresa.

 

fonte: veja.com / msn

Diariamente ouvimos falar de estresse, termo que virou comum entre o vocabulário dos brasileiros, principalmente dos que vivem em uma rotina corrida, tendo que dar conta de diversas tarefas ao mesmo tempo.

 “Estado de tensão que causa uma ruptura no equilíbrio interno do organismo” esta é a definição para estresse, o nosso corpo vive em homeostase, equilíbrio no organismo, quando este equilíbrio é quebrado, acontece o estresse inicial. De forma adaptativa o organismo tenta voltar ao equilíbrio, o que muitas vezes leva um desgaste de energia física e mental, contudo, cada indivíduo possui sua resiliência e leva o seu próprio tempo para dar conta dos estressores[1].

O trabalho chega a ser um dos maiores estressores em nosso dia-a-dia, seguido pelas finanças, relacionamentos, filhos e estudos, quando há pressão do trabalho sobre a produtividade, com metas, muitas vezes irrealistas, momentos incertos, de demissões, decisões importantes, pressão dos clientes e pressão dos superiores, podemos nos sentir impotentes e ter alguns sintomas relativos os estresse, como dores de cabeça, pressão alta, doenças cardíacas, ansiedade, depressão, diminuição da satisfação, menor produtividade[2].

Neste momento em que nos deparamos com o estresse que parte do ambiente organizacional, o que fazer? Para muitos o simples fato de pensar em mudar de emprego, carreira, pode ser uma solução, porém, outros já dependem deste sustento e pensar em “abandonar o barco” não é o mais sensato, já que necessitam do sustendo para sua família.

Vejamos, o ideal seria que a organização, os recursos humanos, agisse diante deste fato, avaliando se ela se torna um fator estressor para seus colaboradores, criando estratégias para que diminua a incidência destes acontecimentos e indicando aos colaboradores os caminhos de enfrentamento.

Sabemos que poucas organizações possuem estratégias e políticas para o bem-estar e a qualidade de vida de seus colaboradores, então, neste momento torna-se importante que o próprio colaborador observe os comportamentos, avaliando se a melhora pode partir de mudanças internas.

A psicoterapia pode ajudar na avaliação destes comportamentos, auxiliando-nos a enxergar os fatores estressores e estratégias de enfrentamento diante deles, muitas vezes a mudança do olhar perante a situação, ou mudança do nosso comportamento diante do ambiente pode levar a diminuição ou a própria eliminação deste estresse.

[1] LIPP, M.E.N. O stess está dentro de você. 3ed. São Paulo: contexto, 2000.

[2] ROBBINS, S.P. JUDGE,T.A. SOBRAL,F. Comportamento Organizacional. 14ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2010.

Fonte da imagem: https://www.startupbootcamp.org/blog/2016/06/stressed-breathe-normal/

Tema: Um Pedido de Socorro.
Versículo Chave: São Lucas 6,18 = “os quais tinham vindo para o ouvir e serem curados das suas enfermidades, como também os atormentados dos espíritos imundos. E eram curados.”.

Texto: Amados, o mês de setembro é marcado por várias manifestações e curiosidades e algumas são tão importantes que a exemplo do dia 10 de setembro, merecem atenção. Desde 2.014 (dois mil e quatorze), tal data faz referência ao Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, recebendo então, o respectivo mês a indicação da cor amarela como um sinal identificativo; uma espécie de alerta, que destaca o problema em si.
É bem verdade que existem muitas polêmicas a respeito do assunto, mas como o corpo de Cristo precisamos enfrenta-lo. E por qual razão? Por muitos anos se discutiu se quem cometia o suicídio ia ou não para o inferno. E agora, nada mudou! Mas cuidado.
Para que compreendamos o nível dessas discussões, algumas até sem propósito, a Igreja Católica, passou a afirmar que o “[…] suicídio é gravemente contrário a justiça, à esperança e à caridade.”. No instante de encararem o problema, nos chama atenção o fato de trazerem três situações e as justificarem:
1- Se o ato for cometido com consciência e o indivíduo não teve tempo para o arrependimento, o inferno é caminho certo para ele;
2- Caso cometido por pessoa que se encontra com distúrbios psíquicos, é possível que sua pena seja diminuída; e,
3- Em havendo possessão demoníaca, a pessoa recebe absolvição e é perdoada, uma vez que não respondia por seus atos em nenhum instante. Detalhe, isso se o padre não conseguiu expulsar o mal.

A única dificuldade que percebo é saber, quando se deu uma ou outra circunstância. Na dúvida mandemos para o inferno.
Em contrapartida vem os Evangélicos e comentam: Viver é o ato de lutar pela vida, o oposto, ou seja, o suicídio está, equiparado a um ato irracional. Bonito e poético. Então, o que caberia aos líderes? Demonstrarem apenas que viver é dom de Deus. Seja sincero, você que lê ou nos ouve, tal ação seria mesmo suficiente?
Não digo com isso, que não seja pecado o suicídio, porém, teríamos que abrir mão de um Deus rude, para então crer em Um que é capaz de redimir, santificar e dar novos motivos de vida para os indivíduos. Quando feito isso, daí sim, estaríamos chegando a algum lugar.
Gosto muito do comentário feito pelos irmãos luteranos acerca do tema: “o fato de ter um 5º mandamento (não matarás), não quer dizer que a pessoa respeitará a sua vida.”. É a pura verdade. Parece que fazemos questão de esquecer a nossa humanidade e que o nosso espiritual, briga todos os dias com nossa carne. Com isso, já adianto, enquanto Igreja e corpo de Cristo, nossa principal função não é a de mandar ninguém para o inferno e sim, a de trabalhar para que lá não cheguem. Ficando para isso, a necessidade de um trabalho preventivo, brotando daí a importância de falarmos do mês da Prevenção do Suicídio. E por quê? Para enfrentarmos os sujeitos que tipificam o suicídio, como morte planejada, dando a impressão de ser um bom evento, devendo tal compreensão ser rechaçada em todos os sentidos em virtude do mal que produz.
As escrituras falam de pessoas que se suicidaram (Saul – 1Sm 31.4), Aitofel (2 Sm17.23), mas será que a importância do tema estaria somente em determinarmos se uma pessoa nessa condição terá ou não acesso ao céu? Até porque, nada pode nos separar do amor Deus (Rm8.38-39 – 1Co 3.15).
Dito isto, começo dizendo que segundo informações obtidas junto a programas especializados, cerca de uma pessoa comete suicídio a cada 40 (quarenta) segundos no mundo. Inclusive, a Organização Mundial da Saúde esclarece que quando se discute o tema, os índices são ainda mais alarmantes. A nível mundial, 800 (oitocentas) mil pessoas tiram suas vidas por ano, daí viria o tempo dos 40 (quarenta) segundos destacados anteriormente. Pasmem, é a 15º (décima quinta) causa de morte no mundo e a 2º (segunda) entre as pessoas de 15 a 29 anos. Dentro do grupo de risco, estariam também os sujeitos com mais de 65 (sessenta) anos de idade.
Em se tratando da República Federativa do Brasil, é registrada uma morte nessa modalidade a cada 45 minutos. Assim, nosso país ocupa o 8º (oitavo) lugar no mundo em casos de suicídios. Ao contrário daquilo que muitos pensam, o problema se manifesta de forma prática mais em homens e dos Estados-membros brasileiros que pertencem a Federação, o Rio Grande do Sul se sobressai em relação a eles, pois, são de lá as maiores taxas, ou seja, cerca 10.18 pessoas, em relação a 100 mil habitantes.
De acordo com estudos, quando indivíduos se prestam a tal situação, em relação a família, cerca de seis a dez pessoas são de alguma forma atingidas, sendo classificados todos de vítimas. E as causas? São as mais distintas. Vai desde uma decepção, separação (ex: educou-se para o mito do casamento perfeito e feliz) até uma depressão profunda.
Não estou aqui para ofender ou humilhar quem já viveu uma experiência como essa na família, ao contrário, entendo que quem tentou suicídio, não está desejando chamar à atenção e sim, pede socorro, havendo, portanto, se não auxiliado, a evolução das formas e os modos para a obtenção de um resultado final, ou seja, a morte.
Para reforçarmos esta situação, desde o ano de 1.980 (mil, novecentos e oitenta) o número de suicídios só tem crescido. Mas, o que podemos fazer para ajudar? Em um primeiro momento, é importante atenção aos sinais que nem sempre damos valor, como por exemplo a mudança de comportamento; depressão momentânea; e, outras situações simulares e característicos.
Seria então respondermos o que leva um indivíduo a buscar esta solução para a sua vida? Sim, visto que dentre as principais causas estão a falta de saber lidar com as cobranças modernas, competições e ainda, o não saber e/ou lidar com o passado, assim dizem os especialistas.
É claro que existem muitas outras formas e/ou situações, mas não quero valorizar as causas, mas perceber da importância de ser realizado um trabalho preventivo para daí então, evitarmos o dano promovido pelo suicídio. Ressaltemos que o simples fato ter dinheiro, não exclui a pessoa dessa situação. Basta nos recordarmos do ator Robin Williams. Famoso, que optou pela morte. Como ele existem milhares.
É interessante de se informar ainda que, o Direito Penal Brasileiro (art. 122) trata a indução ao suicídio como crime, logo pune o facilitador e/ou o instigador.
Consequentemente, o suicídio, corresponderia a uma doença mental? Segundo o Dr. Thomas Insel, ex-diretor do Instituto Nacional de Saúde e Serviços Humanos do Estados Unidos “essas doenças atualmente matam tanto quanto os grandes assassinos. Temos de continuar a investir em pesquisas para tratamentos novos e mais eficazes para pessoas com depressão e outras doenças mentais. A meta deve ser um futuro em que não haja vidas perdidas como resultado do suicídio”. Logo, sim seria.
E como podemos ajudar? Buscando as corretas compreensões acerca do tema e suas principais causas. Neste caso a:
1- Solidão: sentimento de isolamento. Por vezes, o silêncio é mortal. Sintoma: o isolamento também leva a baixa estima;
2- Depressão: Cerca de trinta mil pessoas por ano morrem dessa enfermidade nos Estados Unidos da América. Sintomas: Isolamento, irritação sem causa definida que leva ao choro;
3- Presença de outras doenças: desde deformidades físicas a outras como o câncer, HIV, transtornos mentais, esquizofrenia, bipolaridade, ansiedade; em síntese, aquilo que causa desconforto emocional;
4- Problemas conjugais e de relacionamentos: brigas recorrentes e falta de amparo;
5- Dificuldades financeiras e profissionais: perda do status financeiro, gera a instabilidade em muitos;
6- Bullying: que ataca mais crianças e adolescentes. Ataca tanto no aspecto físico como também no emocional;
7- Problemas não resolvidos na adolescência e que são exportados para a fase adulta: receberem pouco afeto; pais alcoólatras; estupros não trabalhados, divórcio e etc;

8- Luto ou perdas afetivas: Perdas de entes queridos; aparentemente, ocorreu a perda do principal apoio da pessoa; vive-se a impressão de lacuna eterna;
9- Abuso de drogas: o uso excessivo de drogas leva a números grandes de pessoas depressivas. Considera-se as lícitas e as ilícitas; e, a
10- Timidez: Considerada como umas das principais causas, por gerar o Transtorno de Ansiedade Social, a timidez que afeta o aspecto social, profissional e afetiva do indivíduo.

Não nos esqueçamos que as Escrituras Sagradas abordam exemplos de superação e podemos utilizá-los:

Jó 10.12 = “vida e beneficência me concedeste; e o teu cuidado guardou o meu espírito;
At. 17.28 “porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como também alguns dos vossos poetas disseram. Pois somos também sua geração.”.
Sl. 42.5 “por que está abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei na salvação da sua presença.”.
Fl 4.12 “sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade.”.
– Quais motivos posso encontrar par viver? 2 Co 5.17 “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”.
– E quando tiver medo? Sl 27.1 “o Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem recearei?

Além desses fundamentos, contribuem para o trabalho preventivo feito pelas Escolas Bíblicas Dominicais. Principalmente, dessa Igreja que aborda múltiplas questões, desde os pequeninos até a fase adulta, esclarecendo que somos uma família e que se precisar, estamos prontos para nos ajudar. Pense nisto.

Pr. Ms. Tiago Alves Pessoa.

ANDRADE, Mariana. 10 principais causas de suicídio. Disponível em <https://biosom.com.br/blog/saude/10-principais-causas-de-suicidio/>. Acessado em 17-09-2017.
DANTAS, CAROLINA. Suicídio: é preciso falar sobre esse problema. Disponível em: <https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/suicidio-e-preciso-falar-sobre-esse-problema.ghtml>. Acessado em 17-09-2017.
LISBOA, Jonas dos Santos. O suicídio de acordo com o catecismo da Igreja Católica. Disponível em: < http://www.catolicismoromano.com.br/content/view/4737/29/>. Acessado em 17-09-2017.

fonte da foto: http://www.boavidaonline.com.br/wp-content/uploads/2016/09/setembro-amarelo.jpg

Paz do Senhor a todos!

Gostaria compartilhar uma atitude que tomo desde que comecei a dirigir igreja.
Estava aqui pensando como foi que surgiu as estratégias que Deus me deu pra entender e atender, tanto a igreja, como as almas fora dela.
Sempre que tomo posse da unidade, faço das primeiras orações um clamor incessante por estratégias, isso é primordial ao meu ver, porque um resultado positivo em outra unidade, pode não ser possível com a mesma estratégia, as pessoas são diferentes, a cultura varia até mesmo de uma rua pra outra.
E precisamos ter isso em mente.
O fato de ter-se busca por estratégias, não nos faz mudar o caminho proposto por Jesus, que fique claro, mas faz com que escolhamos as mais diversas formas de chegar ao necessitado. Vemos que o problema não é o anúncio do evangelho, ele é suficiente (HB 4.12), Cristo convence, liberta e transforma, e não precisamos mudar a palavra pra que isso ocorra, mas é essencial saber trabalhar com as pessoas em especial, respeitando sua cultura atual, e sua maneira de pensar, igual tratamos uma criança que ainda não tem o conhecimento formado.

E como consigo entender o povo que preciso evangelizar?

Sempre que posso, fico na porta da igreja, observo as pessoas que passam, o movimento do trânsito, as casas, a igreja de fora pra dentro, e de dentro pra fora, tirar um tempo para ver como é que é o movimento da localidade, é possível ver sinais fortes em pequenas atitudes.
As vezes chegamos na hora de começar o culto, empenhados a fazer um bom trabalho, saimos com pressa, as vezes satisfeitos, com sensação de dever cumprido, e não reparamos ao redor o que de fato é mais carente no povo. E não adianta eu dar palavra se o povo precisa de vestimenta, não adianta eu dar vestimenta se precisam de palavra. Quando paro pra fazer parte do ambiente, sinto sua necessidade, e aí é que surge as ideias, e em particular vi Deus dizer o que preciso fazer.
Vemos que Jesus evangelizou muito, ele parava pda pedir água, transformava água em vinho, sentava com pecador, com doutor, ele curava, ele deitava no barco pra dormir deixando a tripulação apavorada, ele mostrou por meio de parábolas o caminho, a proposta, por meio da natureza, da humanidade, por meio de tantas atitudes o vimos fazer com que sua mensagem fosse levada. Nem todos ouviram o sermão do monte, o Gadareno não ouviu, e não vemos sermão pra ele, no entanto se tornou um evangelista assim que foi liberto.

Isso mostra a nós que o trabalhar é variado e vindo da parte do Espírito Santo como estratégias. O que permanece o mesmo é sua palavra.

Posso não ser experimentado em muitas situações, ocasiões, mas ao pouco que vivi nesse caminho proposto por Deus senti que isso me acrescenta bastante, fazer parte do ambiente.

Um bom dia a todos.

Pb. Waldeir

Até quando pode durar o sofrimento de uma pessoa? Preste atenção, difícil não é apenas saber que no mundo teremos aflições, complicado é não associar essa aflição a perspectiva de um fracasso e/ou impotência . Ex. Da mãe que teve o filho preso. A situação é tão séria que o Dr. Drauzio Varella publicou em seu site um texto da Psicóloga Juliana Batista (Hosp. do Coração) que explica quando o luto se transforma em doença = explicando as consequências das perdas; as diversas reações emocionais que são despertadas (tristeza, ansiedade, culpa e raiva); e uma verdade: o processo pode variar de uma pessoa para a outra, mas não há como evitar o processo de luto. Detalhe, não existe um tempo certo para superar a perda.

Fazendo uma analogia, em muitas situações, não precisamos passar pela sentimento da morte física para sentirmos ou experimentar os efeitos do luto (a exemplo da decepção). Será que aquele que está passando por esse período, não percebe o que sua dor está causando nele? Sabe. E ainda lida com um outras situação, o fato de queremos apressar ou não aceitamos o processo em que aquele se encontra; como se a pessoa ou nós tivéssemos a chance de dominar o sentimento ou sensação que nos sobreveio.

Daí questionamos, que prazer ou aprendizado há na dor? Dor física ou dor moral, visto que não precisa ser grandiosa para causar sofrimento (ex: enxaqueca). Resposta: Prazer nenhum, aprendizado, todos. A começar a de saber que nos foram deixadas referências. Quais?

Sl. 27.5 porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto de seu tabernáculo me esconderá; pôr-me-á- sobre uma rocha.

Sl 119.50 isto é a minha consolação na minha angústia, porque a tua palavra me vivificou.

No mesmo sentido de que, existe uma verdade que Deus nunca exigiu ou se responsabilizou por ela, ou seja, A DE SERMOS SUPER CRENTES e renegarmos tal situação ou os efeitos oriundos dela.

Se Cristo tivesse compromisso com super crentes, estaria fugindo de sua Palavra:1 Co1.27 –Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo, para confundir as fortes.

Reforço que quando se fala de coisa, Deus não está rebaixando minha humanidade, mas sim, me colocando como parte de um grandioso sistema, que mesmo eu sendo tão pequeno, ELE SABE QUEM EU SOU e sabe de minhas limitações.

Veja a bibliografia do Apóstolo Paulo. Em 2 Co10.10 – diziam que suas cartas são fortes e graves, em presença de corpo era é fraco e suas palavras, eram desprezíveis. Mas, Paulo deu um resposta salutar: v. 12 – não quis em momento algum louvar a mim mesmo, v.8 – mas me gloriei no poder que o Senhor nos deu para edificação e não para destruição.

Portanto qual o perfil desejado para servir a Deus? Ele nos exigiu que fôssemos humildes e perseverante, a exemplo de Davi. Em 2 Sm 12. 16 encontra-se escrito que ele buscou a Deus pela vida de uma criança; mais, que jejuou Davi, e entrou, e passou a noite prostrado sobre a terra. Entendamos, em sua humanidade o homem segundo o coração de Deus havia pecado; com sua ação permitiu que muitos blasfemasse contra Deus; e sobre ele veio uma grande sentença. Tentou de todas as formas superar ou afastar-se dos efeitos daquela, o que não conseguiu. Quando percebeu sua humanidade, lhe restou consolar a Bate-Seba.

 

Ao nos reconhecermos como fraco, Deus pode realizar o Seu operar. Acredite: nos termos Salmos 18.6 está escrito que = na angústia, podemos invocar ao Senhor, desde o seu templo ele está ouvindo a nossa voz e aos ouvidos chegou a minha voz.

Mas, o que precisamos entender não está somente aí. Precisa compreender que, apesar de tudo aquilo que causa alteração de nosso estado, podemos aprender com estas situações e daí, ensinar. Cada evento que vivemos tem um propósito maior, Qual seja? A temer a Deus. Inclusive Deus te trouxe aqui com um propósito. Deuteronômio 4.10 = “no dia em que estiveste perante o Senhor, teu Deus, em Horebe, o Senhor me disse: Ajunta-me este povo, e os farei ouvir as minhas palavras e aprendê-las-ão, para me temerem todos os dias que na terra viverem, e as ensinarão a seus filhos.

Leve essa Palavra: Ouça o que o Senhor nos ensina; não faça de seu passado um eterno luto; aceite o perdão de Cristo e a justificativa de tal ação, está na compreensão de que O Sangue De Jesus, te purifica de toda agonia e te fortalece; essa certeza me faz entender o tamanho do sacrifício da Cruz; e ainda, o seu valor; situações que me permite à aprender o que significa Temer a Deus.

Pense nisto.

 Pr. Tiago Alves Pessoa

 

Juliana Conte

Lidar com a perda de um ente querido não é tarefa fácil. Entretanto, o luto é um processo pelo qual – infelizmente – todas as pessoas deverão passar a fim de amenizar o sofrimento gerado pela ausência do outro. O problema ocorre quando essa fase natural se torna mais difícil que o habitual: o que os especialistas chamam de “luto complicado”.

A psicóloga Juliana Batista, do HCor (Hospital do Coração), em São Paulo, explica que todo processo de luto tem um começo, um meio e um fim.
“Diversas reações emocionais são despertadas [com a morte de alguém], como tristeza, ansiedade, culpa e raiva. Isso é muito comum. A pessoa também pode, num primeiro momento, querer se isolar do convívio social. Em relação às alterações físicas, podem ocorrer sudorese, palpitação e fraqueza, já que o corpo fica sob estresse. A reação varia de pessoa para pessoa, mas não há como evitar o processo de luto.”

Todo mundo se pergunta quanto tempo esse processo vai durar. Segundo a psicóloga, é  bastante comum ouvir a queixa: “faz tanto tempo que fulano faleceu e a esposa ainda não superou a perda”. Na verdade, não existe um tempo certo para superar a perda de alguém, isso depende de cada pessoa, do modo como ela enfrenta e aceita a situação. Para alguns pode demorar meses, para outros, anos.

“O primeiro ano após a perda é o mais difícil, porque é nesse ano que ocorrem todos os primeiros aniversários sem a pessoa próxima. Isso não significa que seja necessário um ano exato para superar a morte. Um processo de luto é bem sucedido e finalizado quando a pessoa consegue superar a perda e seguir em frente. Não é que ela vai esquecer a pessoa, pois as lembranças e a ausência continuarão. Entretanto, a perda não vai mais ocupar um lugar de destaque [na vida dela]”, explica a psicóloga.

Quando por algum motivo o indivíduo não consegue passar por essa fase, ele entra no chamado “luto complicado”. Geralmente, isso acontece com pessoas que perderam entes de maneira abrupta, como em acidentes, tragédias e casos de suicídio e na morte precoce de um filho. “Nesses casos, todo pensamento e ato estarão associados à perda, a pessoa não consegue se desligar. Ela deixa de realizar as atividades costumeiras, como ir ao trabalho e ao supermercado. O problema é que, diante de um enlutado crônico, muitas vezes as pessoas querem medicá-lo para sanar os sintomas quando, na verdade, ele precisa ser ouvido”, completa a médica.

Em contrapartida, há aqueles que agem como se nada tivesse acontecido e, alguns dias depois da morte, voltam a trabalhar e lotam a agenda de compromissos. Mas, ainda segundo a especialista, indivíduos que agem assim, na verdade, precisam de cuidados especiais, pois ocupar-se excessivamente é  uma maneira de fugir do problema.

“É uma forma de luto inibido. A pessoa não manifesta as formas de reação mais frequentes, como tristeza e raiva. Ou, então, de luto adiado, quando a pessoa só começa a se dar conta da perda depois de uns quinze dias”, diz Batista.

Aqueles que têm algum familiar ou amigo muito doente podem começar a vivenciar o processo de luto antecipatório, antes da morte do ente. “Dependendo do caso, esse pode ser um fator de proteção para que o familiar, de repente, não entre num luto complicado. Porque as perdas progressivas vão acontecendo num intervalo de tempo considerável e assim ele vai se acostumando com a ideia de não ter mais aquela pessoa ao lado”, esclarece.

Em relação às cinco fases do luto (negação, raiva, barganha, depressão e aceitação), que já foram amplamente divulgadas, a psicóloga esclarece que é difícil enquadrar o paciente em uma delas, pois às vezes ele pode passar por todas as fases ao mesmo tempo ou simplesmente não passar por nenhuma.

Serviço

A Faculdade de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo) oferece psicoterapia gratuitamente à comunidade. Para agendar basta ligar na secretaria da instituição: (11)3091-8248 / 8223.

fonte: https://drauziovarella.com.br/noticias/quando-o-luto-se-transforma-em-doenca/

A ansiedade é considerada a condição de saúde mais marcante do século, pois seus sintomas e suas causas estão intimamente relacionadas com o modo de vida contemporâneo. No entanto, muitas pessoas confundem o significado de ansiedade, aumentando assim os relatos e os diagnósticos.

É preciso diferenciar a ansiedade enquanto um problema de saúde, com a ansiedade natural. É comum que as pessoas se considerem ansiosas quando se dizem inquietas e impacientes, mas adiante veremos que não é somente isso que configura a ansiedade.

O termo ansiedade remete a um estado de antecipação de algo, dessa forma, é natural sentir-se ansioso perante um fato que está para acontecer, por exemplo, ficar ansioso antes de uma prova importante, ficar ansioso antes de encontrar alguém especial, ficar ansioso ao esperar uma viagem dos sonhos, enfim, o estado de ansiedade natural é aquele que depois que o evento passa, a pessoa retorna a seu estado de origem, sem ansiedade.

Continue a leitura para entender a diferença deste estado ansioso com a ansiedade enquanto problema de saúde, descubra também neste artigo os mitos e verdades sobre ansiedade.

O que é ansiedade?

A ansiedade é um sentimento de vazio, de angústia, tensão, medo ou desconforto cuja origem é uma determinada situação de perigo, risco ou indesejada, esta situação pode ou não ser real.

Como já foi mencionado, a ansiedade em certo nível é saudável, desde que após a ocorrência da situação temida, o estado ansioso desapareça e a pessoa volte ao seu estado normal. No entanto, quando mesmo após o acontecimento temido, a pessoa continua apresentando os sintomas de ansiedade, então pode ser um caso patológico, denominado transtorno de ansiedade.

Os transtornos de ansiedade podem acometer indivíduos de qualquer idade, sexo, classe social e nacionalidade.

O código internacional de doenças apresenta uma variedade de tipos de transtornos ansiosos, a saber: ansiedade generalizada, transtorno de pânico, transtorno misto ansioso e depressivo, transtornos fóbico-ansiosos. Além disso, pode haver diversas comorbidades relacionadas a estes transtornos, como depressão, estresse pós-traumático, transtornos alimentares, transtorno obsessivo-compulsivo, entre outros.

Quais os sintomas da ansiedade?

São diversos os sintomas do transtorno de ansiedade, podem variar de acordo com o tipo de transtorno. Veja abaixo quais sintomas podem estar incluídos:

Preocupação constante: preocupações com a saúde, com criminalidade, com dinheiro, trabalho ou qualquer outro objeto que o paciente eleja como principal preocupação;

Pensamentos desagradáveis: podem surgir pensamentos automáticos e invasivos com conteúdo de perigo;

Sensações físicas: “frio” na barriga, problemas gastrointestinais (diarreia, prisão de ventre, úlceras, gastrite), palpitação (este sintoma assusta, pois leva a crença de que há um problema cardíaco), sudorese, formigamento, tensão muscular, tremores, etc.

Comportamentos evitativos: devido ao medo e preocupação constantes, o paciente passa a evitar locais e situações que trazem desconforto;

Inquietação: este, talvez, é o sintoma que mais acusa quem é ansioso, ou seja, a movimentação das pernas, a dificuldade em esperar, dificuldade de permanecer parado por muito tempo, etc.

Mitos e verdades sobre ansiedade

Agora que já fora apresentado um esboço sobre a ansiedade e o transtorno de ansiedade, é possível discorrer sobre o que é mito e o que é verdade sobre a ansiedade: 

  1. O transtorno ansioso é inato: MITO!

Muita gente acredita que a característica de ser ansioso é genética, que é de sua natureza ser uma pessoa ansiosa, porém, a ansiedade quando é persistente trata-se de uma psicopatologia e, portanto, não é uma característica de personalidade, mas um problema que deve ser tratado para que o paciente retome a qualidade de vida. Em outras palavras, as causas do transtorno de ansiedade estão relacionadas às experiências na vida.

 

  1. O Transtorno de ansiedade é passageiro: MITO!

Como vimos, a ansiedade enquanto um fenômeno natural é passageira, isto é, os sintomas percebidos cessam após a situação ocorrer. Já o transtorno de ansiedade não se cura sozinho, é preciso tratamento com psicólogo e psiquiatra, além da ajuda da família e de amigos.

 

  1. Transtorno de ansiedade é frescura: MITO!

A afirmação de que pessoas com transtorno de ansiedade é fresca ou fraca é, além de mito, um preconceito que é – infelizmente – muito comum. Pessoas que não compreendem o quadro ansioso e outros transtornos, comumente julgam e cobram de quem enfrenta a ansiedade atitudes que não conseguem ter. Este julgamento negligencia cuidados e acentua os sintomas, principalmente quando vem de algum familiar, amigo, colega de trabalho ou chefe. É preciso compreensão e apoio social para ajudar no tratamento do transtorno de ansiedade.

 

  1. Toda pessoa tímida é ansiosa: MITO!

Este mito nasceu porque muitas pessoas possuem ansiedade de público, isto é, medo de falar em público, medo de apresentar trabalhos, medo de conhecer pessoas novas, etc.

Mas é preciso diferenciar a timidez do medo de estar diante das pessoas, ser tímido nem sempre impede que a pessoa se apresente, nem causa sintomas insuportáveis, mas pessoas ansiosas que têm medo de estar diante de um público podem não conseguir fazê-lo. Portanto, nem toda pessoa tímida é ansiosa.

 

  1. Ansiedade só afeta adultos: MITO!

Muitas vezes negligencia-se o cuidado à criança ansiosa, pois é comum acreditar que somente adultos desenvolvem transtorno de ansiedade, além disso, não são todas as crianças que conseguem descrever seus medos ou mesmo que consigam, muitas vezes os pais não conseguem distinguir o que é real e o que fantasiado pela criança e, ao acreditar que se trata de fantasias, imaginação, os medos e sintomas das crianças ansiosas acabam sendo negligenciados e não tratados.

  1. Ansiedade é doença, assim como mau humor: VERDADE!

Como vimos, a ansiedade quando persistente pode indicar várias psicopatologias relacionadas e vários transtornos ansiosos. O mesmo vale para o mau humor, isto é, pessoas constantemente mal-humoradas, impacientes, nervosas, tristes podem estar enfrentando uma psicopatologia, como depressão ou ansiedade. Por isso é importante estar atento às pessoas queridas.

  1. Existem medicamentos para o tratamento de ansiedade: VERDADE!

O tratamento do transtorno de ansiedade inclui tanto a psicoterapia, como a intervenção psicofarmacológica, que deve ser prescrita por um médico, por exemplo, um psiquiatra ou um neurologista.

  1. A ansiedade prejudica a qualidade de vida: VERDADE!

Viver com medo e preocupações e conviver com sintomas desagradáveis é algo que prejudica a qualidade de vida nos seguintes aspectos:

Aspecto social: pessoas ansiosas costumam evitar situações, o que a tira do convívio social. Além disso, quando está em um relacionamento, a pessoa ansiosa costuma agir com medo e preocupação, o que afeta a qualidade do relacionamento;

Aspecto psicológico: a ansiedade é, por si só, uma agravante psicológica, mas além disso, lidar com os sintomas e as consequências do transtorno desencadeia emoções desagradáveis, altera o humor, altera a qualidade do sono, afeta o apetite, a vida sexual, além de que pode desencadear outras psicopatologias;

Aspecto físico: como vimos, são vários os sintomas físicos decorrentes da ansiedade, assim, a qualidade de vida fica afetada, já que é alterado o funcionamento normal e agradável do organismo.

  1. Ansiedade é um mau contemporâneo: VERDADE!

Antigamente, percebia-se a prevalência de outras doenças e condições, as doenças se apresentam de acordo com as características de cada época.

Por isso, é clinicamente possível afirmar que a ansiedade tem sido uma marca dos últimos tempos, isto é, a forma de se comunicar, os meios de informação, a aceleração dos acontecimentos, a forma de relacionar-se com o outro, tudo isso mudou e tornou-se mais fluído e rápido, por isso, os riscos e perigos tanto reais como imaginários aumentaram.

  1. É possível tratar os transtornos ansiosos: VERDADE!

Como já foi brevemente mencionado, há tratamento para a ansiedade. Primeiramente, é preciso diagnosticar qual a causa do transtorno e especificá-lo, para que o tratamento psicoterápico siga o caminho correto. A psicoterapia consegue trabalhar formas de relaxamento, que reduzem a intensidade dos sintomas físicos, técnicas de respiração, que auxiliam o autocontrole, evitando ataques de pânico quando for o caso. Além disso, a psicoterapia consegue identificar o fator desencadeante e elaborá-lo na clínica.

Os psicofármacos administrados no tratamento de ansiedade são, geralmente, os ansiolíticos, como diazepam, clonazepam e alprazolam, além destes, podem ser prescritos também antidepressivos, a depender do quadro clínico.

O apoio social é de extrema importância, tanto no trabalho, no ambiente familiar, na vizinhança, no círculo de amigos, instituições de ensino, é sempre importante que as pessoas deem o suporte necessário.

Conclusão

 

Ansiedade é uma condição comum, principalmente nos dias atuais.

No entanto, ainda é pouco compreendida pela sociedade. Por este motivo, é preciso saber o que é verdade e o que é mito e a partir disso, é possível ajudar as pessoas que possuem um transtorno de ansiedade e, consequentemente, os julgamentos e preconceitos diminuem, facilitando o tratamento e o convívio social.

Saber como tratar e como enfrentar é de igual importância, por isso, deve-se estar atento aos sintomas.

Vale ressaltar a relevância de observar as crianças, elas nem sempre conseguem descrever suas sensações, medos e sintomas.

Vale acrescentar também que médicos e equipes de saúde devem estar atentas aos sintomas de ansiedade, pois muitas pessoas acometidas com o transtorno procuram médicos gastroenterologistas ou médicos cardiologistas, já que os problemas de digestão e as palpitações são sintomas muito comuns.

Os recursos tecnológicos desenvolvidos, smartphones, tablets, notebooks, tão presentes nas mãos das pessoas atualmente, inclusive de crianças de tenra idade, ao mesmo tempo que agiliza a divulgação de informações, pode interferir negativamente na comunicação humana. A comunicação humana está deficiente e enfraquecida. Os contatos pessoais estão raros e esquecidos ou desprezados.
Antes do advento destes equipamentos, já se dizia que “o homem é um ser social” e há a necessidade de um convívio em sociedade. Do nascimento à morte, precisamos do outro. Precisamos e gostamos da interação pessoal. O homem é um animal linguístico e como tal, requer a presença de outras pessoas para se sentir alguém dentro de um contexto. Está havendo a agilidade na circulação das informações em detrimento da interação humana e de suas relações interpessoais. Até mesmo no núcleo familiar, dentro do contexto da vida privada, a comunicação está prejudicada e deficiente. Onde se vê cinco pessoas reunidas, por exemplo, é possível ver um celular nas mãos de cada uma, causando distanciamento entre elas e falta de comunicação.
Vale lembrar de que essa deficiência de interação humana, gera isolamento, dificuldades de relacionamentos e por consequência, sofrimento emocional. O que se vê, são redes sociais sendo utilizadas para divulgação de uma vida feliz e cheia de amigos e sem dificuldades e problemas, quando a vida real está vazia, solitária e infeliz. As pessoas tem em uma tentativa infrutífera e sem sucesso, substituir sua necessidade de comunicação e interação, por veiculação de informações pessoais, composto por momentos de alegria e prazer, buscando assim, manter-se dentro do padrão estabelecido por esta vida virtual e irreal. Quando se verifica o número de amigos virtuais, é surpreendente contar com milhares de pessoas ali, com suas vidas “felizes” expostas. Quando se verifica o número de amigos reais, é surpreendente contar com somente um ou dois, e ainda assim com uma barreira entre eles chamada, celular. Está ocorrendo mais ou menos assim: quando se está na escola, “converso” por mensagens com os “amigos” do bairro; quando se está no bairro, “converso” por mensagens com os “amigos” da outra cidade; quando em casa, “converso” com os primos de outro estado; quando estou com os primos no outro estado, “converso” com os que estão em casa… Triste “comunicação”!
O homem tem a necessidade e precisa das interações pessoais e não das virtuais.  Podemos sim utilizar os recursos tecnológicos como instrumentos e meios, mas não como fins em si mesmos.
Precisamos da presença do outro, precisamos do contato pessoal, precisamos… conversar!

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