fonte: TJ/SP
Encontro foi realizado na Sala do Servidor do FJMJ.

 

O Tribunal de Justiça de São Paulo, por meio da Secretaria da Área da Saúde (SAS) e em parceria com a Escola Judicial dos Servidores (EJUS), promoveu hoje (14) a palestra “Saúde plena – Como fortalecer sua mente para alcançar um corpo saudável e magro”. Acompanharam o evento, realizado na Sala do Servidor, no Fórum João Mendes Júnior, 224 servidores, além de outros 751 por transmissãoonline.

O palestrante, Luiz Guilherme Zaccaro do Amaral Baliego, é mestre em Neurofisiologia do Exercício pelo Departamento de Neurologia/Neurociência da Unifesp; especialista em Fisiologia do Exercício pelo CEFE; tem formação de coach pela Sociedade Brasileira de Coaching (SBBoaching) e é membro da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento (SBNeC).

Luiz Guilherme agradeceu a presença dos participantes e alertou:  “Não adianta mudar o corpo sem mudar a cabeça. Por isso, muitas pessoas que emagrecem voltam a engordar”.

“Ter saúde é viver com boa disposição física e mental, é dormir bem, praticar exercícios regularmente, se alimentar com comidas saudáveis e ter uma mente sã. Nós somos o que pensamos, e precisamos ter cuidado, porque o corpo vai acreditar naquilo que a gente pensa. E acredite: pensar positivo faz toda diferença. Se você pode imaginar, também pode realizar”, disse.

Para ele, as pessoas devem mudar suas atitudes por elas mesmas, não em razão da vontade de outros. “Precisamos viver com plenitude. Se não estamos plenos, está faltando alguma coisa, e isso também interfere na saúde. É preciso semear a saúde plena, tratar bem o outro, cuidar do nosso interior e ter um objetivo profissional. A jornada tem sempre um mestre, e ele não vai dar o caminho, vai te guiar. Mudar depende de você e ninguém faz nada sozinho”, concluiu

A diretora de Assistência e Promoção de Saúde da SAS, Andréa Cristina Menezes, também acompanhou o evento.

No final do encontro, o convidado respondeu às dúvidas dos participantes e recebeu do desembargador Louri Geraldo Barbiero certificado de participação.

 

Comunicação Social TJSP – SO (texto) / RL (fotos)

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Muitas vezes negligenciado, o hábito de passar o fio dental é um dos principais métodos preventivos. É aí que começam a aparecer os sangramentos na gengiva e outros problemas, como a gengivite e a periodontite.

Além disso, usar muita força na escovação pode causar retração da gengiva, o que é capaz de expor a raiz dos dentes e aumentar a sensibilidade. Com a gengiva mais retraída ou com sulcos, também podem entrar restos de comida que favorecem o mau hálito.

Segundo a cirurgiã-dentista e odontopediatra Helenice Biancalana e o doutor em periodontia Eduardo Saba-Chujfi, até o consumo de álcool e cigarro pode provocar doenças gengivais.

Mas todas elas têm tratamento e, principalmente, prevenção. Os cuidados geralmente se iniciam com uma raspagem do tártaro e com a correta higienização dos dentes.

Saba-Chujfi também destacou que as doenças periodontais são mais um fator de risco para acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico e para problemas cardiovasculares como o infarto do miocárdio.

Nesses casos, os micro-organismos da boca entram na circulação, se instalam nas artérias coronárias ou cerebrais e interrompem a nutrição desses órgãos.

Foto: Shutterstock.com

 

Gengivite

A gengivite é uma inflamação inicial da gengiva e, portanto, mais fácil de ser tratada. A causa direta é a placa bacteriana (biofilme), uma película viscosa e sem cor que se forma constantemente nos dentes e na gengiva.

Os vasos que irrigam a gengiva ficam inchados (há uma vasodilatação) e levam o sangue para onde a bactéria está alojada, na tentativa de combatê-la. O sangramento ocorre durante a escovação ou com o uso do fio porque o contato com a gengiva inflamada provoca uma pequena lesão.

Quando a placa não é removida pela escovação e pelo uso diário de fio dental, as bactérias liberam toxinas que irritam a mucosa gengival.

Nesse estágio, os danos podem ser revertidos, porque o osso e o tecido que sustentam os dentes ainda não foram atingidos. Se não houver tratamento, porém, a gengivite pode evoluir para uma periodontite e causar prejuízos permanentes. Aí podem aparecer sintomas como dor na gengiva, mal-estar e febre.

A gengivite também pode surgir em razão de alterações hormonais, como na gravidez e na fase pré-menstrual. Mas, com escovação e fio dental, ela costuma desaparecer.

Além disso, a saliva ajuda a limpar as bactérias presentes na boca. É por essa razão que pessoas que tomam remédios para reduzir a produção salivar podem desenvolver gengivite.

Tratamento

É preciso consultar um dentista para fazer o diagnóstico correto. Se for mesmo gengivite, são necessárias uma limpeza e a raspagem do tártaro, se já houver a presença desses cálculos gengivais.

Depois do tratamento, o paciente deverá começar a fazer uma escovação correta associada ao fio dental. Nos casos mais graves, também é preciso investigar os fatores associados à presença das bactérias.

Com esses cuidados, é possível que a gengiva volte ao normal e se junte novamente ao osso. Porém, quando isso não ocorre, é possível fazer uma cirurgia para remover a pele solta.

Segundo os dentistas, um sulco gengival saudável tem entre 1,5 e 2 mm. Já com a presença de tártaro, fica com 4 mm ou mais.

Periodontite

A periodontite costuma acontecer na vida adulta, após os 30 anos, decorrente de uma gengivite não tratada ou mal curada. Nessa idade, é difícil promover mudanças de hábito alimentares e higiene bucal. Por isso, é tão importante os pais ensinarem os filhos como cuidar dos dentes.

Nessa doença, a placa bacteriana endurece e forma o cálculo gengival (tártaro), que afasta a gengiva dos dentes e cria uma bolsa periodontal. As bactérias entram pela gengiva e atingem o tecido ósseo dos dentes e as fibras de ligamento que os sustentam. Eles podem ficar moles e até cair.

Quando a periodontite avança, pode haver abscessos (pus) que levam à endocardite bacteriana, problema que faz com que as bactérias que estão na gengiva entrem na corrente sanguínea e se alojem nas válvulas do coração. Esses micro-organismos, então, limitam ou bloqueiam a passagem do sangue pelo coração.

fonte: Terra

fonte da foto: http://cricacoelho.com.br/wp-content/uploads/2015/09/fio-dental.jpg

Muito bem, você conseguiu chegar na tão desejada mudança! Vamos lembrar que o estágio de ação para a mudança leva algum tempo. De acordo Miller e Rollnick (2001) essa fase geralmente leva de três a seis meses para se completar, ou seja, mudar seu comportamento de fato leva algum tempo. Não será do dia para a noite que você poderá afirmar com convicção de que mudou. Não pretendo te desanimar, meu objetivo é outro. Pretendo te ajudar a manter seu novo comportamento com eficácia e firmeza para que não volte atrás e desista diante do menor obstáculo. A mudança requer a construção de um novo padrão de comportamento ao longo do tempo e manter este novo comportamento e sustenta-lo é o que chamamos de estágio da Manutenção.

Bom, você pode ter levado algum tempo para decidir-se pela mudança. Mas agora que mudou, precisa manter-se assim. Iniciou sua dieta, deixou a vida sedentária e começou fazer atividade física, parou de fumar, de beber ou de consumir substâncias químicas, iniciou um cronograma de estudos, está fazendo algum tipo de atividade voluntária em assistência social, como manter-se assim? Como manter este novo padrão de comportamento e continuar com a mudança tão esperada?

Neste estágio de Manutenção uma recaída sempre é possível. Ela pode ocorrer por muitas razões. A pessoa pode experimentar uma tentação ou desejo particularmente forte e inesperado e não ser capaz de enfrentá-lo com sucesso. Às vezes, relaxar a guarda ou testar a si mesmo inicia o retrocesso (MILLER; ROLLNICK, 2001). As vantagens e recompensas com a mudança, podem não ser percebidas logo no início. Fique atento com os pequenos sinais envolvendo emoções como a tristeza, o desânimo, a raiva, a frustração. A recaída na maioria das vezes não ocorre automaticamente, mas sim de forma gradual depois de um deslize inicial. Esse momento também é chamado “rota de colisão”! Referindo-se à iminência do fracasso. Se perceber, ou se alguém chamar sua atenção por estar nesta “rota”, momento de respirar fundo e rever seu comprometimento com a mudança.

É preciso que você continue atento com os pensamentos diante de situações difíceis. Será necessário continuar monitorando seus pensamentos disfuncionais com relação à mudança: “não sei”, “está muito difícil”, “não vou conseguir”, “não está dando certo”, “sempre fui assim”, “sou assim mesmo”, “sempre foi assim”. Esses tipos de pensamentos são prejudiciais à sua Manutenção.

Não podemos nos esquecer é claro de estar atento aos picos de tensão emocional. Há uma frase de Augusto Cury que retrata muito bem o risco que corremos neste momento: “Nos primeiros trinta segundos de tensão, cometemos os maiores erros de nossas vidas…” Para ser bem sucedido na Manutenção de sua mudança, tome cuidado com suas emoções!

Continue atento com lugares, hábitos e pessoas que te remetam ao velho comportamento. Evite estes locais e observe os antigos hábitos que servem como gatilhos para o comportamento-problema. Outro ponto muito importante para que você seja bem sucedido em sua Manutenção é identificar as pistas que possam te conduzir a uma recaída. Um filme, uma música, uma conversa, ou mesmo uma lembrança podem ser o dispositivo para o retrocesso.

Durante a Manutenção, alguns dias serão mais tranquilos, outros nem tanto assim.  Portanto, mantenha o foco! Independente das circunstâncias ou do que esteja acontecendo, seja firme em sua decisão! Reafirme suas metas! Elogie-se e reconheça seu valor! Nos momentos mais difíceis, lembre-se das vantagens que obterá ou que já está obtendo com sua mudança. Pense nessas vantagens e se for preciso diga-as em voz alta para si mesmo.

A mudança comportamental diz respeito a todas as esferas de sua vida. Você pode alcançar o que deseja. É possível parar de fumar, é possível emagrecer, é possível abster-se do consumo de drogas ou álcool, é possível iniciar um programa de estudos, é possível se divertir com a família, é possível realizar atividades físicas, tudo será possível se você acreditar que pode!

Outra frase do mestre Augusto Cury que gosto muito: “Sem sonhos, as perdas se tornam insuportáveis, as pedras do caminho se tornam montanhas, os fracassos se transformam em golpes fatais.” Não se esqueça que você tem objetivos a serem alcançados. Sonhos a serem realizados! Busque-os com todas as suas forças! Você tem dentro de si o potencial para conquistas extraordinárias!

fonte da foto: https://amenteemaravilhosa.com.br/wp-content/uploads/2015/08/tristezas-passadas.jpg

REFERÊNCIAS:

MILLER, W. R.; ROLLNICK, S. Entrevista Motivacional: Preparando as pessoas para a mudança de comportamentos adictivos. Tradução: Andrea Caleffi e Cláudia Dornelles. Porto Alegre: Artmed, 2001.

 

ocê decidiu pela mudança. Passou pelo estágio da Pré-Contemplação e pela Contemplação. Estabeleceu a Preparação e criou um plano de vida necessário à mudança. Talvez o processo até aqui não tenha sido fácil, mas você está determinado a mudar. Então mãos à obra, vamos ao estágio da Ação.

Neste momento tudo o que você estabeleceu como planejamento no estágio anterior deve ser colocado em prática. Comece a se comportar como gostaria. Perceba as vantagens de seu novo comportamento, comente sobre elas com você mesmo. Talvez no início seja um pouco desconfortável ou o esforço requerido seja maior, mas com o passar do tempo, seus novos comportamentos vão fluindo mais naturalmente.

Aumentar sua sensação de auto-eficácia é uma tarefa importante neste estágio. Observe e valorize seus novos comportamentos e hábitos. Provavelmente algumas pessoas vão comentar e até elogiar, mas se isso não acontecer, não se preocupe, o importante é você perceber que mudou. Focalize nas atividades bem-sucedidas e reafirme suas decisões.

A Ação requer bastante esforço! Não desanime diante das dificuldades. Olhe para suas metas! Se olhar para os obstáculos provavelmente tropece neles. Mantenha-se firme! Nesta empreitada, haverá situações difíceis. Momentos de maior dificuldade. Você resolveu iniciar uma atividade física e justamente agora está muito frio ou chovendo, está difícil sair da cama mais cedo; Vai começar uma dieta e no dia da ação, aparecem pessoas com vários petiscos e comidas deliciosas; Decidiu parar de fumar e seus amigos estão o tempo todo fumando em sua frente; Parou de usar determinada substância química, mas até um filme desperta o desejo de voltar ao consumo, ou vários conflitos começaram a acontecer em sua casa; Fique atento diante destas situações. Não alimente pensamentos que te conduzam ao velho comportamento. É momento de Ação! Continue firme, rumo ao seu objetivo!

Realize sempre que for preciso uma faxina mental! Cuidado com pensamentos disfuncionais do tipo: “Está muito difícil! ”, “Ninguém reconhece nada que faço! ”, “Não vou conseguir! ”, “Até tentei, mas não dá mais! ”. Chamo de faxina, pois estes pensamentos são maléficos à sua mudança e vão comprometer seus resultados. Quando identificar pensamentos disfuncionais, questione e elimine-os de sua mente.

Monitore suas emoções! Sempre que algum tipo de emoção, seja raiva, tristeza, alegria, frustração, desânimo se instalar e começar a ficar muito intensa, cuidado! Nos picos de tensão emocional cometemos grandes erros. Procure identificar quais pensamentos antecederam esta emoção. Faça a faxina se preciso for e mantenha-se focado na mudança.

A cada dia valorize suas conquistas. A cada resultado positivo, elogie-se. Perceba que é possível mudar e continuar com um novo padrão de comportamento. Você pode!

Você tem capacidades e habilidades suficientes para a mudança. Você tem dentro de si o potencial para conquistas extraordinárias!

REFERÊNCIAS:

MILLER, W. R.; ROLLNICK, S. Entrevista Motivacional: Preparando as pessoas para a mudança de comportamentos adictivos. Tradução: Andrea Caleffi e Cláudia Dornelles. Porto Alegre: Artmed, 2001.

 

 

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A frequência com que somos expostos à determinada ação, informação, significado ou situação tem consequências diretas na forma das pessoas conduzirem suas vidas, assimilando um padrão de entendimento que necessariamente não foi gerado pela sua experiência de vida, sendo uma interferência externa, alheia ao seu direcionamento, onde pessoas são direcionadas e manipuladas ao invés de desenvolver a sua própria crítica.

Quando somos tocados pela beleza de alguém, sobretudo a interior, ficamos eternamente gratos pela oportunidade de viver esta beleza compartilhada, coisa que o mundo de hoje, pouco têm feito ou explorado, como poderia.

As aberrações feitas pelo Homem que são noticiadas nos fazem refletir no grande espaço que a falta de beleza e sua ausência vêm ocupando, tanto que a persistência do negativismo impera em nosso cotidiano. E por vezes é estimulada.

Não é o caso de incentivar que se deixe de perceber o que nos rodeia  e não apresentar às pessoas o que está ocorrendo. Trata-se de compreender o quanto isso vem interferindo em nosso modo de viver, sendo, portanto um assunto a ser gerenciado, da competência de lideranças e autoridades.

O problema que enfrentamos atualmente, da falta de humanização em todos os cenários, nos mostram que os bichos estão à solta e onde só nos resta recolher em nossos lares diante dessa realidade, buscando sobreviver. Talvez eu própria esteja encontrando neste momento minha grande oportunidade de mencionar estas idéias abrindo um pouco a minha guarda e usufruindo de um pouquinho de liberdade que me é de direito para trazer essa reflexão à tona.

Quando as notícias são as piores possíveis, desfrutamos do mal estar dividido entre nós. Aquilo que poderia ser de impacto exclusivo dos responsáveis (o que seria justo) por tamanha façanha, acaba sendo dividido entre nós que não participamos do tal absurdo. Talvez esta tentativa de apresentar-nos notícias tão ruins se dê ao fato de tentar diluir um pouco a ação dos envolvidos, provocando em nós uma sensação de corresponsáveis. Se nada fizermos, é como que consentir e aceitar, marcando nossa passividade diante dos fatos. Se isso fizer com que tenhamos alguma atitude, acabamos por ficar envolvidos em algo que não construímos e com um detalhe: – não temos os recursos necessários para dissolver esse impacto, a considerar nossa impotência, indignação,  descrédito para enfrentar as trágicas notícias que são depositadas diariamente em nosso imaginário, e o senso de realidade que vai sendo alterado pela frequência com que nos expomos a tais influências, deturpado pelo exagero dos noticiários e programas de televisão, rádio e internet. A cada momento em que uma nova crueldade é descoberta seja no âmbito político, social, familiar, criminal nos damos conta da capacidade que o ser humano tem de destruir outros humanos, seja da forma que for: traição, crime, violência psicológica, agressividade, pobreza, banalização sexual, drogas, etc… O mundo do crime dá muita notícia e precisamos refletir a respeito.

Não estamos tendo poder para fazer isso parar, seja porque os fatos negativos não param de ocorrer e seja porque temos que aprender a dar conta de organizar nossos sentimentos frente aos embates à nossa segurança pessoal, física, moral. Passamos a ter medo e isso parece que ficou natural na vida das pessoas.

Se os crimes e trapaças e guerras pudessem ser noticiados em seus próprios limites, o que ocorreria? Tal situação é hipotética, certamente, pois na medida em que contamos com os maiores avanços na área de comunicação há de se justificar, tomar conhecimento sobre todas as coisas que ocorrem e tomarmos a medida correta da atitude de um ser humano  daquilo tudo em que ele é capaz de fazer. Seria a opressão? É essa a atitude que nos resta?

Não poderia afirmar se no caso de sermos protegidos de notícias tão graves e promotoras do medo e horror causarem um alarde tamanho em sendo ampliadas em diversos contextos que, poderíamos refletir que,  talvez o não contato ou conhecimento delas, pudesse reter um pouco o crescimento de requintes de crueldade, desamor e falta de humanidade. Pois, na medida em que são propagadas, são divulgadas as mais variadas formas.   Fico pensando realmente que nos falta algum tipo de proteção! Mas qual? Afinal existem os jornais e revistas para comprovar a necessidade da divulgação e manter-nos informados de tudo.

Mas voltemos ao ponto da reflexão onde tudo é permitido para que possamos chegar a uma posição concreta. Seria o caso de frear e filtrar a fim de poupar-nos um pouco deste gosto amargo de fel que não é nosso e sim daqueles que construíram a guerra, a violência, o assassinato, o crime, a conduta sociopata em escala. O que temos a ver com a quantidade de facadas dadas e os mínimos detalhes sendo descritos em cada região do corpo. O que temos a ver com o tipo de explosivo usado, a estratégia para determinado assalto que somente ensina a uma mente perturbada a como aprender a fazer e a não cometer determinados deslizes que foram apontados no noticiário, e que, deveriam ficar como sigilo de investigação. O que poderá vir a nos interessar enquanto sociedade, senão alimentar o horror ao vermos fotografias estampadas de pessoas assassinadas, aniquiladas, rosto de bandido em revista? Estamos nos dando conta do que isso reflete em nossa condição humana?

Fico pensando realmente no dano que isso vem causando naqueles que vivem com respeito e dignidade e que talvez não mereçam participar da divisão da maldade que tantas vezes as notícias veiculadas vêm tentando fazer. Concordo que a função de informar é um trabalho que precisa ser feito, mas o que é necessário de fato ser passado? O compromisso com a verdade não deveria incluir o sentido emocional que o impacto das notícias geradoras do medo vem causar nas pessoas. Se a intenção é fazer um trabalho, pois que façamos direito, sem desrespeitar outro limite que vem sendo aviltado pelo próprio Homem: –  o quanto podemos suportar na condição de humanos, como forma de preservação.

          É a essa exorbitância dos fatos, desmedida. Do excesso, da cultura do medo e da falta de esperança.

Temos sido coparticipantes, como vítimas neste papel da notícia que é transmitida quando assistimos ou ouvimos o lixo produzido por pessoas doentes, antiéticas e deformadas de algum modo. Elas não têm o que nos ensinar e nada temos a aprender.

Volto a dizer que, a utilidade em veicular e dar força como a imprensa faz, têm sentido a meu ver, na medida em que quando torna pública uma informação há uma espécie de cobrança que será feita pela sociedade. Pois na medida em que tornam pública determinadas informações, podemos nos manifestar, expressar e dizer o que concordamos e o que não aceitamos. E temos ai um papel e função necessária de organização e maturidade para que possamos apontar para onde desejamos seguir enquanto sociedade.  Pois entendo que esse sim é o lado positivo desse enfrentamento: – termos mais coisas boas para compartilhar! Apresentar nossas ideias, resultados, trabalhos, experiências fantásticas, opiniões criticas, repúdios a ações que ferem interesses, comentar e trazer conhecimento. Podemos ocupar os espaços aumentando o bem, o bom, o belo, o justo. E o que podemos transformar da realidade. Sendo assim aumentamos o sentido de humanizar a própria vida!